CATEGORIA ECOBRASIL

 

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Captação de Recursos

Fonte: Manual Turismo de Aventura - Busca e Salvamento
Autor: Roberto M.F. Mourão, EcoBrasil

 

"Captação de Recursos é o processo de solicitação de apoio financeiro (geralmente como doações) por uma causa não comercial." (Process of soliciting financial support - usually as grants, for a non-commercial cause.) Business Dictionary
          

Uma Relação "Comercial"

 

Doador < > Captador, uma Relação “Comercial”


captacao recursos maos protegem arvoreO sistema de captação de fundos de uma organização pode, sem dúvida, ser entendido como uma relação comercial entre o doador e o receptor dos recursos.

O ato da doação nada mais é do que uma pessoa, empresa, fundação ou órgão do governo transferindo recursos para uma organização social, em troca da prestação de um serviço para uma comunidade ou uma causa que o doador julgue relevante. Mesmo considerando que o doador não é o beneficiário direto da organização, é o ato de doar estes recursos que garante a execução dos serviços a terceiros e pode ser considerado uma transação de compra e venda de serviços.

Da mesma maneira que uma empresa depende da venda de seus produtos para se manter funcionando, uma organização ambiental ou social depende das doações de investidores e parceiros. São estas doações que formarão sua receita e viabilizarão a execução de suas atividades.

Num mercado cada vez mais competitivo, o maior desafio que ambas - empresas e organizações - enfrentam é a manutenção da receita. O que as empresas estão percebendo, é que manter os clientes atuais pode ser até 7 vezes mais barato do que buscar novos clientes e, por este motivo, têm investido no estreitamento da relação comercial com seus clientes. Segundo esta linha de raciocínio, criar vínculos forte, saudáveis e duradouros é uma maneira de mantê-los felizes e fiéis e, quem tem clientes fiéis, tem menos necessidade de investir na busca de novos clientes para substituírem os clientes perdidos.

Na captação de recursos, não é diferente. Investir em atividades que ajudem a criar vínculos com os investidores e doadores é uma ótima maneira de mantê-los ao seu lado e garantir o fluxo contínuo de doações.
 

Como manter uma (saudável e profícua) relação Captador-Doador

captacao recursos piramideO processo de criação de vínculo com doadores é um processo lento. As pessoas precisam ser conquistadas. Elas precisam de informações que reforcem a sua decisão de ser parceira desta organização em detrimento de tantas outras que a abordam solicitando recursos.

O primeiro passo é saber quem são seus potenciais doadores, mais precisamente quem são os contatos, quem analisa, julga e decide pois apesar de relação instituição-instituição, são as pessoas que conduzem os processos.

A montagem de um banco de dados com informações sobre eles é uma tarefa simples, mas que requer investimento constante. Dados cadastrais tendem a se desatualizar e, por isso, é necessário estar sempre atualizando os registros.

Precisamos saber também, o que esperam da organização apoiada. Esta pode ser uma informação difícil de obter: talvez nem o doador saiba muito bem o que ele espera obter como retorno de sua doação.

Em geral, os doadores recebem informações gerais sobre a aplicação dos recursos e o andamento dos projetos, mas será que isso é suficiente? Uma estratégia interessante é colocar-se no lugar do doador e pensar o que você gostaria de receber em troca da sua doação.

captacao recursos midia socialE como transmitir as informações? Envio de cartas, e-mails, fotos são as formas mais usuais. O uso da mídia, também pode ser interessante. O doador pode sentir-se parte de algo maior se ouvir falar da organização que apóia através de um veículo de comunicação com boa credibilidade.

Ações de reconhecimento público também são muito úteis no sentido de criar um vínculo entre o doador e a organização. Neste caso, também são necessários alguns cuidados, sobretudo no que diz respeito à forma de dar o reconhecimento para parceiros de portes diferentes.

Idealmente, todos os parceiros devem ser reconhecidos, mas os que doam valores maiores, ou têm uma periodicidade mais regular em suas doações precisam ter destaque especial. O reconhecimento público pode ser feito através de uma menção da parceria no site da empresa na Internet e em outros materiais como folhetos, relatórios de atividades e catálogos; da colocação de uma placa ou faixa na entrada da organização; e até mesmo da organização de um evento com o objetivo de dar este reconhecimento ao público. Tudo vai depender dos recursos disponíveis e do investimento que a organização pode fazer com esta finalidade.

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Captação de Recursos

 

 

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Captação de Recursos

Fonte: Manual Turismo de Aventura - Busca e Salvamento
Autor: Roberto M.F. Mourão, EcoBrasil

 

"Captação de Recursos é o processo de solicitação de apoio financeiro (geralmente como doações) por uma causa não comercial." (Process of soliciting financial support - usually as grants, for a non-commercial cause.) Business Dictionary
          

Parcerias

Conceito de Parceria

"Parceiro vem do latim “partiariu” e significa igual, semelhante, parelho ou par."
                                                                                                              Dicionário Aurélio


Parceria também tem sido empregada para designar:

  1. terceirização
  2. privatização
  3. apoio (do Estado) a projetos de instituições sociais (ou vice-versa)
  4. utilização de mão-de-obra mobilizável (por parte dos governos) pelos movimentos e entidades da sociedade civil na execução de políticas publicas.

captacao recursos parceria ganhaganhaTRANSPPor paradoxal que pareça, embora o conceito de parceria esteja em moda, as relações entre muitas destas organizações ainda permanecem predominantemente competitivas.

Autocráticas em seu funcionamento, muitas organizações não conseguem realizar parcerias entre si pelo fato de estarem disputando, permanentemente, ou um lugar privilegiado aos olhos do Estado (e nos cadastros das instituições financiadoras oficiais) ou uma visibilidade internacional que lhes garanta, por longo prazo, acesso a fontes externas de recursos financeiros.

Em virtude disso não são solidárias – principalmente quando o assunto e dinheiro, prestígio ou poder – e não se dispõem a descentralizar as atividades que capitaneiam. E possível pensar se não seria justo se o Estado – enquanto esfera publica que não pode ser privatizada – se recusasse a fazer parcerias com aquelas organizações que não conseguem fazer parcerias entre si em prol de objetivos públicos.

Porém antes de pensar medidas deste tipo e necessário uma reflexão sobre os novos sentidos que o conceito de parceria vem adquirindo em virtude da ampliação da esfera publica no Brasil.

 

Captação de Recursos

 

 

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Captação de Recursos

Fonte: Manual Turismo de Aventura - Busca e Salvamento
Autor: Roberto M.F. Mourão, EcoBrasil

 

O Fundraising Act define captador de recursos como qualquer pessoa ou organização, incluindo uma empresa, que coleta dinheiro para um beneficiário, causa ou coisa, em vez de apenas para seu próprio lucro ou benefício comercial. Isso inclui a coleta de alimentos, roupas e outros itens em nome de uma pessoa ou organização.
(The Fundraising Act (the Act) defines a fundraiser as any person or organisation, including a business, that collects money for a beneficiary, cause or thing, rather than solely for their own profit or commercial benefit. This includes collecting food, clothes and other items on behalf of a person or organisation.

                                                                      Fundraising Act, USA, 1998

 

Procedimentos para Captar

Existem alguns procedimentos sugeridos para captação de recursos para aumentar as chances de sucesso.

captacao recursos aguando arvoreProcure identificar em sua organização alguém com os predicados necessários para captar ou busque auxílio de um especialista em captação de recursos. Saiba que para desenvolver e implementar um processo de captação é necessário uma liderança segura e preparada. Para tanto a organização deverá definir um responsável para conduzir em todo o processo.

Também deve-se estabelecer a equipe de apoio que ajudarão a conduzir o processo. O captador tem de ter em mente que deverá dispensar energia e comprometer seu tempo na atividade, em geral, se não o fizer voluntariamente, ter o custo de suas horas incluídos nos custos do processo captação (assim como eventuais custos de viagens, diárias, etc.). Em resumo deve-se ter em conta que a captação toma tempo e tem de haver atenção constante no processo.

Antes de apresentar propostas, procure refletir e pensar a respeito de sua organização. Assegure-se de que a sua missão e objetivos correspondam realmente ao que a sua organização se propõe e que todos – público, Conselho, equipe, voluntários - os compreendem. Prepare uma lista atualizada de todos os programas e serviços. Liste também os pontos fortes e fracos de sua organização, e toda organização tem ambos.

Pergunte-se:

  1. o que confere ao trabalho de nossa ong maior sentido e o torna mais importante?
  2. em que o trabalho de nossa ong é diferente do realizado por organizações congêneres?
  3. em que ponto o trabalho de nossa ong apresenta qualidade superior ao de congêneres?

 

Objetivos da Captação de Recursos

Na medida que se define a(s) fonte(s) de recursos, deve-se estabelecer objetivos de forma:

  • clara, específicos, mensuráveis e priorizados
  • adequada ao porte, estrutura e recursos pretendidos
  • realistas, mas ousados e desafiadores;
  • estar integralmente afinados com a missão das organizações envolvidas: captadora e doadora.

 

Metas

captacao recursos metaE estes objetivos devem se traduzir em Metas, por exemplo:

Meta-exemplo A
Captar R$ 200 mil e 50 voluntários especializados junto a um universo de 10 empresas potenciais e um público potencial de 1000 pessoas ao longo de um período de 8 meses; ou

Meta-exemplo B
Estabelecer parceria técnica com 5 organizações congêneres e fechar acordo com o governo federal (ou estadual, ou municipal) no valor de R$ 300 mil no primeiro semestre de 2005.

 

Sucesso na Captação de Recursos

captacao recursos medalhaLembre-se que tentativa e erro são parte de qualquer esforço de captação de recursos mas não devem ser a estratégia de longo prazo para o sucesso. O sucesso requer conhecimento da organização, escolher sabiamente a liderança, determinar a direção apropriada e recrutar a energia, recursos e disciplina para seguir nesta direção.

Se seus esforços não foram totalmente bem sucedidos é possível melhorá-los. Vá além da simples mala direta. Faça com que os contatos sejam compensadores.

captacao recursos negociacaoA conversa pessoa a pessoa é de longe a melhor maneira de captar recursos. Porém, mesmo esta técnica é fortalecida quando se coloca algo nas mãos do patrocinador em perspectiva - um belo folheto (ainda que simples), um brinde (camiseta, chaveiro, boné, etc.), cópias de artigos de jornal, um relatório anual, um vídeo, etc.

As pessoas e organizações gostam de apoiar iniciativas de que já ouviram falar. A sua ong deve ser rapidamente descrita de uma forma que as pessoas de fora considerem interessante. Se a organização não possuir estes materiais, produza-os. Apronte-os para o seu esforço de captação de recursos.

 

logo atencao  Não mergulhe na captação de recursos antes de estar pronto.

 

Captação de Recursos

 

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Captação de Recursos

Fonte: Manual Turismo de Aventura - Busca e Salvamento
Autor: Roberto M.F. Mourão, EcoBrasil


"Captação de Recursos é o ato de coletar ou produzir dinheiro para um propósito específico, especialmente para uma instituição de caridade."
(Fundrasing is the act of collecting or producing money for a particular purpose, especially for a charity.)
                                                                                                Cambridge Dictionary


Matriz de Captação

captacao recursos matriz


Para melhor entender a Matriz de Captação

Grandes Doações

Em termos práticos é difícil conceituar o que é uma “grande doação” uma vez que essa dimensão é subjetiva e depende do porte das organizações envolvidas no processo captação-doação. Por exemplo, uma doação no valor R$ 100.000,00 que permita que uma pequena ong (voluntária em busca e salvamento, por exemplo) se manter durante todo um ano, pode ser “pequena” aos olhos de um “grande doador” (por exemplo, a Petrobrás ou a Fundação Ford).

Por outro lado, um “grande doador” pode achar que um “pequeno captador” pedindo uma “grande doação” não terá capacidade para gerir os recursos pedidos ou de entregar o prometido. Saber o que e quanto pedir, reconhecendo a real dimensão de sua própria organização, é fundamental para transformar em “sim” a resposta de seu pedido.

Uma outra estratégia, caso sua ong seja de pequeno porte, é se associar em consorcio ou parceria com outras congêneres ou complementares, fortalecendo sua capacidade de captar e gerir os recursos obtidos.

Muitas vezes é mais fácil, em conjunto (numa associação, por exemplo) solicitar R$ 30.000 para 10 associado, cabendo R$ 3.000 a cada associado, do que solicitar isoladamente R$ 3.000 - o instituição doadora, de fomento ou financiadora se sentirá mais segura pois o risco será diluído em 10 pessoas e não em um só “devedor”. Esse fato sugere que poderá ser mais fácil se obter recursos de um “grande doador” para formação ou manutenção de um conjunto de ongs, do que isoladamente, até por que, no caso de uso de recursos para compra de aparelhos gps, por exemplo, o custo de compra de 50 unidades, será menor do que a de 5, se comprado diretamente do fabricante ou com seu representante comercial.

Doações Corporativas

Esta denominação é por si auto-explicativa, são captações realizadas entre duas a corporações: captadoras e doadoras, entendendo corporação como associação de pessoas do mesmo credo ou profissão, sujeitas à mesma regra ou estatutos, e com os mesmos deveres ou direitos; corpo; ou, ainda, reunião de indivíduos para um fim comum; associação, agremiação.

Campanha de Fundos

Campanhas realizadas visando captar recursos por meio de um conjunto de ações, de esforços, com fins de fortalecimento institucional, aquisição de equipamentos ou contratação de serviços ou pessoal, formando disponibilidade suficiente para manter a integridade financeira ou enfrentar eventuais exigências de uma organização ou mesmo empresa.

Campanha Anual

Tem o mesmo mecanismo das Campanhas de Fundos, porém com periodicidade definida, no caso, anual.

Eventos

Entendo evento como qualquer acontecimento de especial interesse (espetáculo, exposição, competição, etc), capaz de atrair público, de mobilizar meios de comunicação, podendo ter o evento como fim a captação de recursos para uma causa ou organização (por exemplo: tratamento de câncer de seio ou outras enfermidades, combate ao desmatamento, contra o uso de peles de animais na industria da moda, etc; assim como doação de sangue ou órgãos humanos).

Pequenas Doações

Igualmente subjetivas como as “grandes doações”, caracterizam-se pela busca de recursos, de pequeno valor (em geral inferiores a R$ 1 mil), junto a pequenos doares. Estratégia muito utilizada por instituições de assistência social onde são recolhidas para sustento ou também para educação pessoas pobres e desamparadas, como mendigos, crianças abandonadas, órfãos, idosos, etc.

 

Captação de Recursos

 

 

Publicações
(Organização, Autoria e/ou Coautoria)

Manuais Idealizados, Desenvolvidos e/ou Produzidos, em parceiras, pelo Corpo Técnico EcoBrasil


Manual Haitiano de Ecoturismo de Base Comunitária (2016)
Promoção: Viva Rio - Haiti
Coordenação: Roberto M.F. Mourão
Parceira: Banco de Desenvolvimento da América Latina CAF
Adaptação e versão para o idioma francês do Manual Caiçara de Ecoturismo de Base Comunitária.

capa manual caicara tbc

Manual Caiçara de Ecoturismo de Base Comunitária
(2009)
Coordenação: Roberto M.F. Mourão

Download: Manual_Caicara_TBC_EcoBrasil-Bioatlantica2010
Promoção: Fundo de Defesa de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça
Parceiro das iniciativas de conservação e ordenamento pesqueiro na baía da Ilha Grande, o Instituto BioAtlântica (IBio) aprovou junto ao Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça, o Projeto Mares da Ilha Grande. Ao longo de 2009, o projeto foi implementado junto às comunidades e parceiros locais.
Em parceria com o Instituto EcoBrasil, o Mares da Ilha Grande ofereceu cursos de capacitação em ecoturismo de base comunitária para três comunidades interessadas em utilizar a pesca artesanal como um atrativo turístico diferenciado na região. Assim, além de gerar renda com a comercialização do pescado, as comunidades podem ter uma alternativa para receber mais recursos, ao oferecer serviços como passeios, hospedagem e alimentação. Tudo isso, fortalecendo, valorizando e protegendo os pescadores e os recursos naturais.
O aumento do nível de conhecimento local sobre atividades compatíveis com a utilização racional e sustentável dos recursos naturais e o entendimento da importância dos ambientes costeiros e marinhos na manutenção da qualidade de vida das populações tradicionais visa permitir a geração de alternativas de trabalho e renda embasadas no princípio da sustentabilidade para as comunidades. Para material didático dos cursos foi idealizado e produzido o Manual Caiçara de Ecoturismo. O projeto está sendo implementado em outras regiões de pescadores artesanais no litoral fluminense.


capa manual gvbs busca salvamento

Manual Criação e Manutenção de Grupos Voluntários de Busca e Salvamento (2005)
Download: Manual_GVBS_MinTUR_GruposBuscaSalvamento2005
Promoção: Ministério do Turismo
Este Manual é uma iniciativa do Ministério do Turismo que visa contribuir para a criação e manutenção de Grupos Voluntários de Busca e Salvamento - GVBS, no contexto do Projeto de Normalização e Certificação em Turismo de Aventura no Brasil.
Conteúdo: Por que o Manual? (Gustavo Timo), Diagnóstico (Pedro Cavalcanti), Conscientização e Mobilização (Ronaldo Franzen Jr.), Estruturação e Capacitação (Helon Florindo), Planejamento e Operações (Helon Florindo, Pedro Cavalcanti, Ronaldo Franzen Jr.), Integração (Ronaldo Franzen Jr.), Gestão e Manutenção (Helon Florindo, Ronaldo Franzen Jr.); Organização Jurídica dos GVBS (Vinícius Porto), Captação de Recursos (Roberto M.F. Mourão), Estudos de Caso e Anexos.

 

Captação de Recursos FInanceiros para Projetos
Capítulo do Manual GVBS MinTUR Grupos Busca Salvamento 2005 

 

Manual MPE - Melhores Práticas para o Ecoturismo (2004)

Coordenação: Roberto M.F. Mourão
Promoção: Fundo Brasileiro para a Biodiversidade FUNBIO. Execução: Instituto EcoBrasil
Parceiros: Banco da Amazônia BASA, Embratur, Financiadora Nacional de Estudos e Projetos FINEP, Ministério do Meio Ambiente MMA.
O Ecoturismo começou a ser investigado como área potencial de trabalho para o Funbio em 1999, dentro do Programa de Estudos Estratégicos. A pesquisa constatou carência na área de capacitação de profissionais que atuam em empreendimentos de Ecoturismo. A resposta a esse problema foi o desenvolvimento do Programa MPE, entre 2000 e 2004, com o objetivo de definir um conjunto de “melhores práticas” de referência para projetos de ecoturismo no Brasil. Este manual é um dos frutos desse trabalho. O Manual MPE foi criado com o objetivo inicial de ser utilizado nos cursos de capacitação dos monitores MPE, em suas consultas e complementação de conhecimentos, e também de servir como material didático para os envolvidos, local e regionalmente, com os projetos conveniados. Porém, em virtude da carência de publicações sobre ecoturismo e desenvolvimento sustentável na época, abordados de forma prática e sucinta, o comitê gestor do Programa decidiu produzir e disponibilizar o conjunto a um público mais amplo, atendendo a uma necessidade das demais pessoas interessadas pelos temas abordados.

capa manual mpe 1ecoturismo

Módulo 1: Ecoturismo e Turismo Sustentável
Download: Manual_MPE_FunbioEcobrasil_modulo1_Ecoturismo2004
Conteúdo: Ecoturismo e Turismo Sustentável (Roberto M.F. Mourão).

capa manual mpe 2meio ambiente

Módulo 2: Meio Ambiente
Download: Manual_MPE_FunbioEcoBrasil_modulo2_MeioAmbiente2004
Conteúdo: Biodiversidade (Sônia Rigueira); Unidades de Conservação (Marcelo Skaf); Estradas-parque (Roberto M.F. Mourão).

capa manual mpe 3populacoes tradicionais

Módulo 3: Populações Tradicionais
Download: Manual_MPE_FunbioEcoBrasil_modulo3_PopulacoesTradicionais2004
Conteúdo: Trabalho com Populações Tradicionais (Ana Gita e Ana Cláudia Lima e Alves); Importância e Formas de Organização Social (Suzana Sperry); Educação Ambiental para Comunidades (Sandro Sáfadi); Educação Sanitária e Saúde do Viajante (Marcia Gomide e Alberto Ramos Jr.).

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Módulo 4: Infraestrutura e Serviços
Download: Manual_MPE_FunbioEcoBrasil_modulo4_Infra-estruturaServicos2004
Conteúdo: Aspectos Construtivos de Hotéis de Selva (Sérgio Pamplona); Hotelaria - Hotéis de Selva e Pousadas (Mª. Aparecida Arguelho e Lucila Egydio); Alimentação (Mª. Graças Pôncio); Energia Alternativa Pedro Bezerra de Carvalho Fº.; Trilhas - Interpretação Ambiental (Rogério Dias), Condução de Visitantes e Excursionismo (Rogério Dias e Waldir Joel de Andrade, Manejo de Trilhas (Waldir Joel de Andrade), Inventário de Trilhas (Marcos M. Borges), Passarelas e Torres de Observação (Roberto M.F. Mourão), Navegação Terrestre e Cartografia Básica (Fábio França Araújo).

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Módulo 5: Atividades na Natureza
Download: Manual_MPE_FunbioEcoBrasil_modulo5_AtividadesNatureza2004
Conteúdo: Observação de Flora (Ana Elisa Brina); Observação de Fauna (Rogério Dias); Observação de Aves (Roberto M.F. Mourão).

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Módulo 6: Ganhos Acessórios ao Ecoturismo
Download: Manual_MPE_FunbioEcoBrasil_modulo6_GanhosAcessorios2004
Conteúdo: Artesanato (Sônia Rigueira), Processamento Artesanal de Alimentos (Evandro Engel Ayer); Agroecologia (Marcelo de Oliveira); Aproveitamento de Recursos Florestais e Agroflorestais (Jean Dubois); Alternativas Econômicas Sustentáveis (Cláudia de Souza).

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Módulo 7: Gestão de Empreendimentos Turísticos
Download: Manual_MPE_FunbioEcoBrasil_modulo7_GestaoEmpreendimentos2004
Conteúdo: Elaboração de Projetos - Fontes de Informação (Marcos M. Borges), Diagnósticos (Marcos M. Borges), Planos de Negócios (Ariane Janér), Estudos de Mercado (Ariane Janér), Marketing de Produto (Ariane Janér); Administração - Captação e Gestão de Recursos (Jeane Capelli Pen), Introdução para Administração e Contabilidade (Ariane Janér); Legislação - Legislação Ambiental (Paulo Bidegain e Rogério Zouein), Legislação Turística (Ana Maria Forte).


Manual indigena capa portal

Manual Indígena de Ecoturismo (1997)
Promoção: Secretaria da Amazônia Legal / Ministério do Meio Ambiente MMA
Execução: Instituto EcoBrasil
Coordenação: Roberto M.F. Mourão
Download: Manual_Indigena_Ecoturismo_MMA-FUNAI-EcoBrasil1997
Este Manual é o resultado do trabalho de indígenas, antropólogos, indigenistas e especialistas em turismo (Regina Polo Müller, Virgínia Valadão, Síbene de Almeida, Roberto M.F. Mourão), que em projeto participativo, analisaram a viabilidade operacional e levantaram subsídios para a formulação de diretrizes e metodologias para a realização de um programa-piloto de Ecoturismo em Terras Indígenas. É um documento elaborado com cuidado e sensibilidade para não interferir nas sociedades indígenas. Ao contrário, procura resguardá-las e protegê-las, propondo princípios e procedimentos para a visitação ordenada em suas terras. Este Manual vem informar e preparar as comunidades indígenas para operações ecoturísticas, atendendo a demanda interna dos indígenas por alternativas econômicas e, externa, pelos ecoturistas, provocando visitas informais e sem controle, em geral insustentáveis.