RESTRITO



História da Corrida de Aventura

O conceito "Corrida de Aventura" foi criado pelo jornalista francês Gerárd Fusil em 1989, na Nova Zelândia, quando criou a empresa Raid Gauloises, dando início a uma atividade que promove eventos nacional e internacionalmente envolvendo atletas, organizadores e empresas patrocinadoras. Por iniciativa do Gauloises, foi criado o Circuito Mundial de Corridas de Aventuras (AR World Series).

Atualmente, a maior corrida do mundo é o Eco-Challenge, do expedicionário norte-americano Mark Burnett, com ampla cobertura pela midia internacional. Posteriormente Burnett criou um dos programas televisivos de maior sucesso nos últimos anos - baseado no duo "aventura + desafio + limites psicológicos", ele criou o reality show "Survivor".

Na Nova Zelândia, ocorre outra corrida famosa, o Southern Traverse, na ilha Sul do país. Quando disputado ao norte, ganha nome de Northern Traverse.

Foi na Nova Zelândia, em 1997, que o brasileiro Alexandre Freitas teve a idéia de importar as corridas de aventura para o Brasil, que teve sua primeira corrida de aventura em 1998, com a Expedição Mata Atlântica - EMA, que hoje pertence ao circuito mundial e é a única etapa sul-americana.

Em 1999, o Eco-Challenge foi realizado na Argentina, na região da Patagônia. Até hoje foi a única etapa da prova na América do Sul. Cenários exóticos são uma eterna busca de Burnett, que já realizou outras edições no Marrocos, Filipinas (Bornéo) e Ilhas Fiji.

O Nordeste brasileiro foi sede de uma corrida internacional. Em abril de 2000, o Elf-Authentique Aventure, idealizada por Fusil, cruzou os estados do Maranhão, Piauí e Ceará, em mais de 850 km de percurso. A prova passou por lugares exuberantes, como os Lençóis Maranhenses.

As equipes norte-americanas e os neo-zelandesas são as duas potências da corrida de aventura atualmente, tendo vencidos as principais provas no mundo. O Brasil tem sido representado nas principais corridas realizadas.

Corrida de Aventura no Brasil

Em 1997, o empresário paulista Alexandre Freitas, após participar de uma corrida de aventura na Nova Zelândia (Southern Traverse) gostou tanto do que vivenciou que resolveu implantá-la em nosso país, passando a se dedicar integralmente a este novo projeto. Segundo ele, alia o prazer do esporte a uma nova visão, um novo estilo de vida que integra o homem à natureza, ao esporte e à conscientização da necessidade de preservação ambiental.

Criou assim a Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura (SBCA), que organizou a primeira corrida de aventura do país, a Expedição Mata Atlântica (EMA), em outubro de 1998. Com 30 equipes participantes, a vitória foi para a KJ, da Nova  Zelândia.

Desde então, o trabalho da Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura (SBCA) está sendo o de fomentar o crescimento sólido e duradouro das corridas de aventura, tendo inspirado outros organizadores , tendo sido formado o Circuito Brasileiro de Corridas de Aventura, também por iniciativa da CBCA, compreendendo provas mais curtas e a própria EMA, houve um boom neste tipo de competição. 

O evento chegou a deixar a região de Mata Atlântica, que lhe dá nome, para ter edição na Amazônia, em 2001. Outros destaques - Outras corridas e circuitos se destacam no cenário brasileiro, entre elas a Rio Eco, o Ecomotion Circuit e o Circuito Nordestino.

Devido ao interesse crescente de iniciantes, surgiram nos últimos anos as clínicas de corridas de aventura e minicorridas, especialmente desenvolvidas para esse público. Entre eles estão o Raid Brotas Discovery, a EMA-Escola, o Adventure Camp e o Short Adventure.

Tipos de Corrida de Aventura

Nascendo com uma corrida de 10 dias de duração - o Raid Gauloises, em 1989, na Nova Zelândia) as corridas de aventura têm evoluído para novas distâncias.

Curtas
São as que têm de três a sete horas de duração. 
Exemplos: 
Adventure Camp Race, corrida didática para estreantes, na qual praticamente todos competidores completam o percurso;
Short Adventure, corrida urbana e rústica inaugurada em 2002;
EMA Series
- Hi-Tec Adventure
.

Corrida 24 horas
Provas começam num dia e terminam no outro; nelas os competidores varam a noite e não descansam, normalmente.
Exemplos:
Ecomotion
Mini EMA,

Corrida com mais de 24 horas
Em corrida com mais de dois dias os planejamentos mudam muito, de equipe para equipe. Algumas descansam algumas horas, outras preferem não parar nenhum minuto. Normalmente a maior mudança de resultados acontece durante a noite.
Exemplos:
Raid Terra
EMA
Ecomotion

Expedições
São as corridas mais longas, com mais de cinco dias. As equipes montam uma estratégia complexa, determinando quando e quanto vão descansar durante esses dias. É quase impossível terminar uma expedition race sem dormir em nenhum momento.
Exemplos:
Raid Gauloises
Eco-Challenge 

Modalidades da Corrida de Aventura

A maioria das corridas de aventura tem as seguintes modalidades presentes durante a prova: orientação, trekking, mountain bike, canoagem e técnicas verticais.

A orientação consiste em você se localizar na região por meio de mapa e bússola, percorrendo assim, através das coordenadas, o caminho correto para passar em todos os postos de controle (PC) e chegar ao final da prova.

O trekking é uma caminhada que às vezes pode virar uma corrida, dependendo da disposição do atleta. Pode acontecer em trechos de asfalto, mas o mais comum é ser realizado em estradas de terra e em trilhas no meio do mato.

Outra modalidade que está sempre presente é o mountain bike que, como o próprio nome já diz, basta pegar uma bicicleta apropriada e ter muito fôlego para encarar subidas e decidas por terrenos diferenciados.

A canoagem normalmente é feita em botes infláveis, os chamados ducks, ou ainda em canoas canadenses. As canoas havaianas também já fizeram parte de uma competição.

As técnicas verticais mais usadas durante as corridas de aventura são o rapel e a tirolesa. Quando “rapela”, o aventureiro se utiliza de uma corda, que deve estar seguramente ancorada, para descer uma superfície, usando artifícios de atrito para o controle da velocidade. A tirolesa é uma travessia horizontal em corda fixa suspensa do solo.

Diferencial

Dependendo da região em que a prova é realizada, são praticadas modalidades diferentes das tradicionais. 

Patins in line, costeira (andar sobre pedras), vela e mergulho já fizeram parte de corridas de aventura no Brasil e no mundo. 

Animais como cavalos também já foram utilizados em algumas provas; também alguns organizadores escolhem usar animais típico da região do evento, onde são usados como meio de transporte; a inovação inclui elefantes e camelos.

 

 

Gruta da Lapa Doce, Chap. Diamantina © Roberto M.F. Mourão
  
Espeleoturismo é a atividade recreacional de visitar e explorar cavernas.

O termo "espeleoturismo" é originário da espeleologia, ciência que estuda cavernas.

A exploração de cavernas, fora do aspecto de estudo e pesquisa, tem sido uma forma de lazer por centenas de anos, mas que sofreu mudanças consideráveis em tempos rcentes.
Essa mudanças ocorreram tanto pelo interesse das pessoas, assim como pela evolução de equipamentos de segurança e conforto.


Nos anos 50 e 60, teve inicio o hábito da exploração amadora de cavernas. Atualmente a atividade aumentou por diversas razões, muitos interessados em meio ambiente, conservação ou atividades na natureza. As cavernas em geral são visitadas na estação seca.

Muitas formações podem ser encontradas em cavernas, denominados espeleotemas, que são qualquer formação mineral secundária formada numa caverna pela ação das águas (p.ex., estalactites, estalagmites, colunas). Os estalactites são formas colunares pendentes do teto das cavernas ou subterrâneos, resultante da precipitação de bicarbonato de cálcio, trazido em dissolução na água. Os estalagmites são formas colunares que se elevam do chão, proveniente de pingos-d'água que caem do teto de uma cavidade ou caverna carregados de bicarbonato de cálcio.

Segurança / Cuidados

- sempre informe amigos, parentes ou autoridades (administradores de parques, bombeiros, defesa civil, etc.)
- sempre use equipamentos de segurança - capcetes, vestuário adequado, etc;
- sempre verifique o risco de enchentes ou 'cabeças-d'água', fenômeno que se dá quando, com chuvas nas cabeceiras de um curso d'água, formam-se enxurradas que seguem pelos leitos dos rios, provocando um aumento rápido e repentino do nível de um rio corrente ou cheio;
- nunca se aventure sozinho, o ideal é um mínimo de três pessoas;
- leve sempre um mínimo de três fontes de luz;
- leve água e alimentos energéticos;
- tire só fotos, não deixe nada e 'mate só o tempo'.

 

Tulum, México © Men's Journal

Mergulho em Cavernas

Mergulho em cavernas submersas é outro tipo de atividade recreacional.

Cavernas atraem mergulhadores por vários motivos:

- em geral foram pouco ou nunca exploradas;
- são tecnicamente desafiadoras;
- elas possuem formações (espeleotemas) interessantes e belas.

Porém, o mergulho em cavernas, é uma das atividades subaquáticas mais perigosas e não devem ser exploradas sem o devido preparo e com boa experiência em mergulho. 

Regras para se evitar acidentes em cavernas: 

1. faça um treinamento em mergulho em cavernas e mantenha-se no limite de sua experiência e capacidade;
2. mantenha uma linha-guia fixada na entrada da caverna;
3. mantenha dois terços da capacidade de seu tanque de mergulho para o retorno;
4. mantenha-se o mais possível dentro dos limites de sua media de gasto de ar;
5. leve sempre três fontes de luz

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Com quem praticar


- Atlantic Divers, Currais Novos, RN
- Caravana da Aventura mão na corda
- Ecocave, Iporanga/Petar, SP
- Parque de Aventuras pacotes avançados, Petar, SP
- Planeta Trilha, Iporanga/Petar, SP
- Sociedade Excursionista e Espeleológica, Ouro Preto, MG


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Para divulgar

Envie mensagem para: assistente@ecobrasil.org.br

 

 

Atividades ao Ar Livre

Atividades, assim como os Polos ou Destinos Turísticos, com seus atrativos ambientais e histórico-culturais, são os principais indutores de fluxos de vistantes. São as Atividades e os Recursos Culturais, Históricos, Naturais, Cênicos, as paisagens, que fazem com que as pessoas viajem para conhecer e desfrutar dos destinos turísticos. Nesse sentido, as atividades relacionadas ao turismo incorporam o espaço geográfico pelo seu valor paisagístico, para transformá-lo em um espaço de consumo, quer seja de lazer, quer seja profissional. 
 

Balonismo

Balonismo é um esporte aéreo praticado com um balão de ar quente.

O vôo em balão permite a contemplação de um vasto panorama de 360°, ao sabor do vento.

No Brasil, o Balonismo, a idéia de voar em um balão de ar quente data de 1709, ainda na época de Dom João VI. Desde então os balões passaram por uma enorme evolução e hoje este esporte aéreo é considerado pela Federação Aeronáutica Internacional como um dos mais seguros do mundo.

balonismo coloridoUm balão médio mede em geral 26 m de altura, leva 2 ou 3 pessoas tendo uma autonomia de 2 a 3 horas de vôo. O balão é constituído de um envelope de tecido anti-chamas, dois maçaricos alimentados por gás propano que aquecem o ar insuflado dentro do mesmo.

A segurança do balão começa pelo material com o qual é feito, passando pela resistência de seus componentes como o envelope, cordame, cesto, maçarico, botijão de gás, que são fabricados para suportar nove vezes a exigência normal, além de se ter um limite de segurança quanto a velocidade dos ventos para poder se decolar um balão. As velocidades são de até 25 Km/h, e para balões em formatos especiais o limite do vento é de 15 Km/h.
 
O envelope do balão é feito com o tecido nylon. Este tecido recebe um tratamento especial contra a propagação do fogo. Os cordames são de kevlar, um material que não queima, não conduz eletricidade, não apodrece e cada um deles, com a espessura de um cordão de sapato, suporta 600 quilos de peso.
 
A boca do balão é revestida de nomex, material que retarda o fogo e impede que se propague. O cesto, preso ao balão por quatro a oito cabos de aço, carrega quatro botijões de gás e geralmente tem espaço para no máximo três adultos, num total aproximado de 300 quilos. Mas, cada um desses cabos agüenta uma tonelada. O gás utilizado é o propano.
 
Pilotando um Balão
 
O controle do balão é feito através da manipulação de sua temperatura interna. Essa temperatura interna é regulada pelo maçarico. O balão só permite o controle vertical de subida e descida, o deslocamento horizontal é dado pelo direção do vento. Não há como se estabelecer com precisão a rota que vai ser tomada pelo balão, apenas é calculada e corrigida procurando-se as diferentes camadas de vento.
 
A descida se dá pelo resfriamento natural do balão ou pelo uso do "tap", uma espécie de válvula em forma de para-queda que se abre no topo do balão para que o ar quente saia.
 
Na prática, para fazer o balão subir, aciona-se o maçarico que, por sua vez, aquece o ar. O vôo dos balões é controlado através do maçarico que ligando e desligando, o piloto pode controlar com precisão a altitude. Mas quem define a direção a tomar não é o piloto e sim o vento que nas diferentes alturas das diversas correntes, define o rumo dos balões.
 
Um balão pode voar até 16 mil metros de altura. A autonomia de um vôo é de duas horas e meia, já que um balão leva, normalmente, 80 quilos de gás e consome em torno de 25 a 30 quilos por hora.
 
No topo do balão existe uma espécie de alçapão, chamado de pára-quedas, que é mantido fechado pela pressão interna do ar. Quando se deseja descer mais rápido, ou então no pouso, puxa-se um cabo que faz com que o pára-quedas desça um pouco, deixando escapar ar quente e com isso fazendo o balão descer.
 
Os componentes de um Balão
 
Cesto: é a parte do balão destinada a levar os ocupantes, os cilindros e os instrumentos que serão utilizados durante o vôo. O cesto é também conhecido pelo nome de "Gôndola", e o material utilizado na fabricação é o vime, mas há também por baixo do cesto cabos de aço que tem a função de sustentar todo o conjunto, além de tubos de alumínio para a colocação das bengalas de nylon que servem para sustentar o maçarico.
 
Cilindro: normalmente os cilindros, ou botijões, de um balão são de alumínio, aço inox ou titânio. É importante que sejam leves para não comprometer a relação de carga a ser levada no balão. Podem ser utilizados na posição vertical ou na horizontal. A quantidade de cilindros levados em balão depende do tamanho do cesto, ou ainda do interesse do piloto no momento do vôo. Quanto mais gás ele puder levar, mais autonomia de vôo ele terá. Normalmente são levados 4 cilindros.
 
Envelope: é a parte de tecido dos balões, é feita de nylon que resiste a temperaturas superiores a 120°C e oferece uma extraordinária resistência a calor, raios ultravioleta e umidade. A vida útil de um balão pode chegar a aproximadamente 700 horas de vôo, pois constantemente estão fazendo testes e estudando um material que melhor se adapte para o envelope.
 
Maçarico: este componente é tão importante para o balão que pode ser comparado com a importância do motor para um automóvel. O maçarico é então considerado o motor do balão. Ele é feito com aço inoxidável. Quando um balão está em ascensão, à temperatura na coroa do topo do maçarico é de aproximadamente 100°C.
 
Ventoínha: está tem função importante e serve para empurrar com maior rapidez e eficiência o ar frio para dentro do envelope do balão, auxiliando assim a sua inflagem.
 
Equipamentos de Navegação
- altímetro
- anemometro
- bússola
- gps
- rádio-transmissor
- sonda de temperatura
- variômetro
 
Tipos de Voos
 
Vôo Cativo 
A subida e descida do balão é realizada na presença de um cabo de ligação.
 
Vôo Livre
No qual a orientação faz-se através do arremesso do lastro (sacos de areia) ou então, aquecendo o ar contido no balão de maneira a fazê-lo subir até à altura de uma corrente de ar que se desloque na direção desejada.
 
Modalidades e Provas Praticadas no Brasil
 
Alvo Declarado pelo Juiz: levando em consideração os ventos que prevalecem na área, na hora da prova, o juiz indica os alvos que devem ser atingidos. O balonista deve jogar, o mais próximo possível do alvo, um saquinho com uma fita colorida e um número indicativo do balão. Ganha mais pontos quem chega mais próximo do alvo.
 
Alvo Declarado pelo Piloto: nesta prova, antes da decolagem, o piloto indica ao juiz os alvos que pretende atingir. A pontuação tem critério igual a anterior.
 
Caça à Raposa: Um balão decola antes dos competidores e faz um percurso aleatório de vôo. Após um determinado período de tempo (10 e 30 minutos, dependendo das condições de vento), os outros balões decolam e procuram seguir o mesmo percurso, em busca do balão-raposa, que faz o possível para dificultar a perseguição. Ganha a prova o balonista perseguidor que pousar mais perto dele ou lançar sua marca mais próxima. O competidor que conseguir pousar mais próximo do ponto onde o balão-raposa aterrissou será o vencedor. Esta tarefa não conta pontos em campeonatos e é utilizada apenas em festivais ou eventos não competitivos.

Cotovelo: nesta tarefa, o balonista decola, voa para um alvo, atinge-o com a marca e depois, desviando o rumo, voa para um segundo alvo e joga outra marca. Ganha mais pontos o balonista que, nessa mudança de rumo, fizer um ângulo mais apertado.

Fly In: nas competições, geralmente todos os balonistas decolam do mesmo ponto. Cada balonista escolhe o seu ponto de decolagem, rumando depois para um local central, onde estão os juizes e há um alvo a ser atingido. Aquele que conseguir jogar sua marca o mais próximo do alvo, será o vencedor.

Fly On (ou Continuação de Vôo): Os competidores vão declarar seu próximo alvo em vôo, escrevendo suas coordenadas na marca da prova anterior, e tentarão voar para o seu alvo. Quem conseguir atingir a menor distância do seu alvo declarado, será o vencedor.

Máxima Distância: cada balonista só pode lançar sua marca após um determinado período de vôo. Ganha mais pontos o balonista que lançar sua marca mais distante do local de decolagem. Esta tarefa é feita em dias de ventos fortes.

Mínima Distância: tarefa normalmente feita em dias de vento fraco. O balonista só pode lançar sua marca após determinado período de vôo. Ganha mais pontos aquele que tiver percorrido a menor distância.

Múltiplos Alvos Determinados: o árbitro geral seleciona dois ou mais alvos fora do local da decolagem. Estes alvos estão normalmente de dois a cinco quilômetros de distância do lugar da decolagem. Os pilotos decolam e tentam manobrar os balões para que eles cheguem o mais próximo possível dos alvos, quando então deixam cair uma marca para identificação. A marca mais próxima ao centro vai determinar o vencedor.

Prova de Navegação Convergente: os pilotos localizam uma área de dois a cinco quilômetros fora do local da decolagem, inflam seus balões e tentam pegar o melhor vento, para chegar ao alvo colocado no centro da área escolhida. A marca mais próxima ao centro do alvo determina o vencedor.

Valsa da Hesitação: nesta tarefa o piloto recebe a incumbência de atingir um entre dois alvos. Após a decolagem, ele escolhe o alvo em função dos ventos.

Valsa da Hesitação Dupla: esta tarefa foi criada pelos balonistas brasileiros e introduzida no 3° Campeonato Brasileiro. O piloto decola e lança sua marca num alvo escolhido por ele. A pontuação é dada depois de medida as distâncias entre o ponto de queda da marca e o alvo mais próximo. Uma segunda marca é lançada depois e idêntica medição é feita em relação a outro alvo.

Vôo da Chave ou Key Grab: uma sacola com as chaves de um veículo, oferecido como prêmio, é colocada sobre o ponto mais alto de um mastro. Cada balonista, que escolhe um ponto livre de decolagem, a uma distância mínima determinada pela organização, passando próximo ao poste, tem uma única oportunidade para pegar a maleta e ganhar a chave do carro-prêmio. Esta tarefa também não conta pontos em campeonatos. Vence o balão que consegue se aproximar em vôo do mastro e agarrar a chave - ou o símbolo da festa - pendurado em sua ponta.
 
 

outdoor activities 

Atividades

 
 
 


logo patrimonios humanidade unesco

 
UNESCO
 
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura ou Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) se propõe a promover a identificação, a proteção e a preservação do Patrimônio Cultural e Natural de todo o mundo, considerado especialmente valioso para a humanidade.
 
As relações com a salvaguarda do patrimônio cultural tangível e intangível no Brasil podem ser as principais referências para as políticas nesse campo.
 
O patrimônio cultural é de fundamental importância para a memória, a identidade e a criatividade dos povos e a riqueza das culturas.
 
Patrimônio Cultural Mundial
É composto por monumentos, grupos de edifícios ou sítios que tenham um excepcional e universal valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico.
 
Patrimônio Natural Mundial
Significa as formações físicas, biológicas e geológicas excepcionais, habitats de espécies animais e vegetais ameaçadas e áreas que tenham valor científico, de conservação ou estético excepcional e universal.
 
Nesse sentido, a Unesco trabalha impulsionada pela Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural (1972), que reconhece que alguns lugares na Terra são de "valor universal excepcional", e devem fazer parte do patrimônio comum da humanidade.
 
Especialmente a respeito da Convenção do Patrimônio Mundial de 1972, como é popularmente conhecida, é hoje o instrumento internacional da Unesco que obteve a adesão de mais Estados Membros, incluindo o Brasil.
 
Cerca de 190 países já a ratificaram e se tornaram parte de uma comunidade internacional unida pela missão comum de identificar e salvaguardar o sítios do Patrimônio Cultural e Natural mais significativos do mundo.
 
A Lista do Patrimônio Mundial atualmente inclui 1007 sítios (779 culturais, 197 naturais e 31 mistos) em 161 Estados-partes.
 
Essa Convenção é única, por combinar os conceitos de conservação natural e de preservação de bens culturais. Enfatizando fortemente o papel das comunidades locais, a Convenção funciona como uma ferramenta eficaz para o monitoramento da mudança climática, da urbanização acelerada, do turismo em massa, do desenvolvimento socioeconômico e dos desastres naturais, além de outros desafios contemporâneos.
 
 
Bem cultural inscrito em 1980.
Localização: Minas Gerais
Fundada no final do século XVII, a cidade de Ouro Preto foi o ponto de convergência dos mineradores de ouro e o centro da exploração de minas auríferas no Brasil do século XVIII. A cidade declinou com o esgotamento de suas minas a princípios do século XIX, todavia subsistem muitas igrejas, pontes e fontes que testemunham seu passado esplendor e o talento excepcional do escultor barroco Antonio Francisco Lisboa, “Aleijadinho”.
 
Bem cultural inscrito em 1982.
Localização: Pernambuco
A história desta cidade, fundada pelos portugueses em 1535, está vinculada à indústria da cana de açúcar. Teve que ser reconstruída no século XVII após seu saque pelos holandeses e seu tecido urbano data essencialmente do século XVIII. A arquitetura equilibrada de seus edifícios e jardins, assim como a de seus vinte templos barrocos, conventos e numerosos “passos” (capelas), dá a esta cidade um encanto muito especial.
 
Missões Jesuíticas Guarani: Argentina e Brasil
Bem cultural inscrito em 1983, extensão em 1984.
Localização: Rio Grande do Sul ( Brasil) / Província de Misiones ( Argentina)
No coração mesmo da selva tropical estão localizadas as ruínas de cinco missões jesuítas: San Miguel das Missões (Brasil), San Ignacio Miní, Santa Ana, Nossa Senhora de Loreto e Santa Maria, a Maior (Argentina). Construídas em território guarani durante os séculos XVII e XVIII, estas missões se caracterizam por seu traçado específico e seu desigual estado de conservação.
 
Bem cultural inscrito em 1985.
Localização: Bahia
Primeira capital do Brasil (1549-1763), Salvador tem sido um ponto de confluência de culturas européias, africanas e ameríndias. Em 1588 se criou nela o primeiro mercado de escravos do Novo Mundo, destinados a trabalhar nas plantações de cana de açúcar. A cidade tem conservado numerosos edifícios renascentistas de qualidade excepcional. As casas de cores vivas, magnificamente estucadas a princípio, são características da cidade velha.
 
Bem cultural inscrito em 1985.
Localização:Congonhas do Campo Minas Gerais
Construído na segunda metade do século XVII, este santuário está situado na cidade de Congonhas do Campo no Estado de Minas Gerais, perto de Belo Horizonte. Consta de uma igreja com uma suntuosa decoração interior ao estilo rococó italiano, uma escada ornada com estátuas de profetas e sete capelas de uma via crusis com grupos escultóricos policromos de Aleijadinho, que são obras primas de uma arte barroca, expressiva e de grande originalidade. 
 
Bem natural inscrito em 1986.
Localização: Paraná
Igual ao parque nacional argentino confrontante de mesmo nome, o Parque Nacional do Iguaçu brasileiro permite admirar uma das maiores cascadas e impressionantes do mundo, que tem uma largura de mais de 2.700 metros. O parque abriga numerosas espécies raras de flora e fauna em perigo de extinção como a nutria e o tamanduá gigantes. As nuvens de bruma das cascadas propiciam o desenvolvimento de uma vegetação exuberante.
 
Bem cultural inscrito em 1987.
Localização: Distrito Federal
Construída no centro do país entre 1956 e 1960, Brasília é um rito de grande importância na história do urbanismo. O propósito de seus criadores, o urbanista Lúcio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer, foi que tudo refletisse um conceito harmonioso da cidade, desde o traçado dos bairros administrativos e residenciais, comparado a princípio com a silhueta de um pássaro até a simetria das construções. Os edifícios públicos assombram por seu aspecto audaz e inovador.
 
Bem cultural inscrito em 1991.
Localização: Piauí
Os numerosos refúgios escavados nas rochas do parque nacional da Serra de Capivara estão decorados com pinturas rupestres. Algumas delas datam de 25.000 anos atrás e constituem um testemunho excepcional de uma das mais antigas comunidades humanas de América do Sul.
 
Bem cultural inscrito em 1997.
Localização: Maranhão
Fundada pelos franceses e ocupada pelos holandeses antes de cair sob a dominação dos portugueses, esta histórica cidade tem conservado seu centro histórico do século XVII, caracterizado pelo traçado retangular de suas ruas. Devido a seu estancamento econômico a princípios do século XX, São Luis tem conservado um grande número de edifícios históricos de qualidade excepcional que fazem dela um exemplo de cidade colonial ibérica única em seu gênero.
 
Bem cultural inscrito em 1999.
Localização: Minas Gerais
Diamantina é uma cidade colonial engastada como uma pedra preciosa em um inóspito maciço montanhoso. É um testemunho da aventura dos mineradores de diamantes do século XVIII, assim como do influxo exercido pelas realizações culturais e artísticas do ser humano em seu marco de vida.
 
Bem natural inscrito em 1999.
Localização: Paraná e São Paulo
Estas reservas estão situadas nos Estados de Paraná e São Paulo e oferecem um dos melhores e mais vastos exemplos do bosque atlântico brasileiro. As 25 zonas protegidas que formam o sítio somam uma superfície de 470.000 hectares e ilustram a riqueza biológica e a evolução dos últimos vestígios do mata atlântica. Desde as montanhas cobertas por bosques até os pântanos e ilhas costeiras com montanhas e dunas asiladas, o meio natural extremadamente rico deste sitio vem sempre unido a panoramas de uma grande beleza.
 
Bem natural inscrito em 1999.
Localização: Bahia e Espírito Santo
As reservas da Costa do Descobrimento estão situadas entre os Estados de Bahia e Espírito Santo. São oito zonas protegidas, separadas entre si , que somam 112.000 hectares de mata atlântica e arbustos associados (“restingas”). Os bosques úmidos da costa atlântica do Brasil possuem a biodiversidade mais rica do planeta. O sitio abriga uma ampla gama de espécies endêmicas e ilustra um modelo de evolução de grande interesse para a ciência e a conservação do meio ambiente.
 
 
Morro do Caracará, Parque Nacional do Pantanal, Mato Grosso © Roberto M.F. Mourão (2012)
 
Bem natural inscrito em 2000.
Localização: Mato Grosso
A reserva do Pantanal compreende quatro zonas protegidas, com uma superfície total de 187.818 hectares. Situada no extremo sul oriental do Estado de Mato Grosso, esta zona de conservação abarca as cabeceiras dos rios Cuiabá e Paraguai. O sítio representa o 1,3% do pantanal brasileiro, um dos ecossistemas de umidade de água doce mais vastos do mundo. A abundância e a diversidade de sua vegetação e fauna são as características mais espetaculares da reserva.
 
Bem natural inscrito em 2000, ampliada 2003.
Localização: Amazonas
Este sítio de mais de seis milhões de hectares é a zona protegida mais vasta da bacia do Amazonas e uma das regiões do planeta da mais rica biodiversidade. Compõe a parque nacional do Jaú, parque Nacional de Anavilhanas, reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, área de demonstração da reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Oferece uma mostra significativa de ecossistemas de várzea, bosques de igapó, lagos e rios que formam um mosaico aquático onde vive a maior variedade de espécies de peixes elétricos do mundo. Além disso, o sítio abriga outras importantes espécies animais em risco de extinção, por exemplo a ariranha gigante, o manatí do Amazonas, o caimán negro e dois tipos de golfinhos fluviais.
 
Baia do Sancho, Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha © Roberto M.F. Mourão (1998)
 
Ilhas atlânticas brasileiras: P.N.M. de Fernando de Noronha e Atol das Rocas
Bem natural inscrito em 2001.
Localização: Pernambuco e Rio Grande do Norte
Cimas da grande dorsal submarina do Atlântico Sul que emerge frente nas costas do Brasil, o arquipélago de Fernando de Noronha e o Atol das Rocas representam uma grande parte da superfície insular da região. Devido a suas águas ricas em nutrientes, o sítio é de suma importância para a alimentação e reprodução de atuns, tubarões, tartarugas do mar e mamíferos marinhos. Estas ilhas abrigam a maior concentração de aves marinhas tropicais do Atlântico Ocidental. A baía dos Golfinhos é famosa por sua excepcional população de delfins e, durante a maré baixa, o Atol das Rocas oferece uma espetacular paisagem, salpicado de lagunas e poças repletas de peixes.

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Goiás © Roberto M.F. Mourão (2001)
 
Bem natural inscrito em 2001.
Localização: Goiás
Estes parques abrigam a flora, fauna e habitats característicos do “cerrado”, um dos ecossistemas tropicais mais antigos e diversificados do mundo. Os dois sítios protegidos tem servido de refúgio durante milênios a numerosas espécies nos períodos de mudança climática e se estima que serão indispensáveis para o mantimento da biodiversidade.
 
Bem cultural inscrito em 2001.
Localização: Goiás
Goiás constitui um testemunho da ocupação e colonização do interior de Brasil nos séculos XVIII e XIX. Seu desenho urbano é característico das cidades mineras de desenvolvimento orgânico, adaptadas a seu entorno. Ainda que modesta, a arquitetura de seus edifícios públicos e privados apresentam uma grande harmonia, que é fruto, entre outros fatores, de um emprego coerente de materiais e técnicas locais.
 
Bem cultural inscrito em 2010.
Localização: Sergipe
A praça de São Francisco na cidade de São Cristovão forma um quadrilátero a céu aberto rodeado de imponentes edifícios, como a igreja e convento de São Francisco, a igreja e a Santa Casa da Misericórdia, o palácio provincial e suas moradias associadas de diferentes períodos históricos. Este conjunto monumental, unindo as casas dos séculos XVIII e XIX que o rodeiam, criam uma paisagem urbana reflexo da história da cidade desde suas origens. O complexo franciscano é um exemplo da arquitetura típica desenvolvida por esta ordem religiosa no nordeste de Brasil.
 
Praia de Ipanema e Leblon, com Morros Dois Irmãos (ao fundo), Rio de Janeiro © Roberto M.F. Mourão (2004)
 
Bem cultural inscrito em 2012.
Localização: Rio de Janeiro
O resultado é a consequência de um estudo minucioso do Iphan em que se avaliou a forma criativa com que o habitante se adaptou aos elementos naturais que inspiraram o desenvolvimento urbano da cidade. A paisagem carioca é a imagem mais explícita do que podemos chamar de civilização brasileira, com sua originalidade, desafios, contradições e possibilidades. A classificação inclui o Parque Nacional da Tijuca, o Jardim Botânico, o Corcovado e as montanhas em torno da Baía da Guanabara. 
 
Lista dos Patrimônios Mundiais Brasileiros Unesco (inglês)
 
 
 
 
 
Conceito
 
Popularmente conhecidas como parques e reservas, as 320 Unidades de Conservação federais (2015) geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) são áreas de rica biodiversidade e beleza cênica.
 
Criadas por Decreto presidencial ou Lei, essas unidades estão divididas em 2 grandes grupos: o de Proteção Integral e o de Uso Sustentável - e ao todo em 12 categorias.
 
Grupo de Proteção Integral
 
São aquelas Unidades de Conservação que têm como objetivo básico preservar a natureza, livrando-a, o quanto possível, da interferência humana; nelas, como regra, só se admite o uso indireto dos recursos naturais, isto é, aquele que não envolve consumo, coleta, dano ou destruição, com exceção dos casos previstos na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC (SNUC).
 
Compreendem as seguintes categorias: Estação Ecológica, Reserva Biológica, Parque Nacional, Monumento Natural e Refúgio de Vida Silvestre. O Instituto Chico Mendes gerencia 137 Unidades de Conservação de Proteção Integral.
 
- Estação Ecologica (ESEC);
- Reserva Biológica (REBIO);
- Parque Nacional (PARNA);
- Monumento Natural (MN);
- Refúgio de Vida Silvestre (REVIS).
 
Grupo de Uso Sustentável
 
São aquelas Unidades de Conservação cujo objetivo básico é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela de seus recursos naturais. Elas visam a conciliar a exploração do ambiente com a garantia de perenidade dos recursos naturais renováveis considerando os processos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável.
 
Constituem este grupo as seguintes categorias: Área de Proteção Ambiental, Área de Relevante Interesse Ecológico, Floresta Nacional, Reserva Extrativista, Reserva de Fauna, Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural. Ao todo o Instituto Chico Mendes faz gestão de 173 Unidades de Conservação de Uso Sustentável.
 
- Área de Proteção Ambiental (APA);
- Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE);
- Floresta Nacional (FLONA);
- Reserva Extrativista (RESEX);
- Reserva de Fauna (REFAU);
- Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS);
- Reserva  Particular do Patrimônio Natural (RPPN).