CATEGORIA PROJETOS

logo atencao 
ATENÇÃO !
ALGUNS PROJETOS REALIZADOS PELO INSTITUTO ECOBRASIL NÃO ESTÃO DIVULGADOS POR CLÁUSULA CONTRATUAL DE SIGILO.

PARQUE DO MANGUE, Paraty (2017)

logo Parque do Mangue fundoWEB  logo EcoBrasil 300x120px

Promoção     Condomínio Pedra Grande do Itu
Parceiros Instituto EcoBrasil
EcoBrasil Roberto M.F. Mourão, coordenador

 

TRILHAS E MIRANTES DO FORTE DEFENSOR PERPÉTUO DE PARATY, Paraty (2014-2015)

logo forte defensor perpetuo verde  logo FRM  logo IBRAM  logo EcoBrasil 300x120px

Promoção     Fundação Roberto Marinho (FRM)
Parceiros Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM)
  Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
Apoio Forte Defensor Perpétuo, Paraty
EcoBrasil Roberto M.F. Mourão, coordenador

ANÁLISE DE IMPACTOS DE CRUZEIROS DE MARÍTIMOS, Ilha Grande, Angra dos Reis (2009-2010)

logo EcoBrasil 300x120px  cruzeiros logo codig

Promoção Instituto EcoBrasil
Parceria Comitê de Defesa da Ilha Grande (Codig)
Analista  Roberto M.F Mourão, consultor

CENTRE POUR FORMACION EN HOTELLERIE ET ECOTOURISME, Côte des Arcadins, Haiti (2011-2014)

logo VIVARIO  logo CRCA haiti  Logo BuildAid 310x250px  Logo MinTUR HAITI 230x150px  logo EcoBrasil 300x120px

Promoção     Viva Rio, Brasil
Parceria BuildAid, Noruega
  Ouanga Bay Beach Hotel, Haiti
  Conseil Régional Côte des Arcadins, Haiti
  Ministère du Tourisme et des Industries Créatives du Haïti, Haiti
  Mission des Nations Unies pour la Stabilisation en Haïti (Minustah, ONU)
Projeto Instituto EcoBrasil, Brasil
Coordenador Roberto M.F Mourão, consultor
AVALIAÇÃO DO ROTEIRO DO SURFE NA POROROCA, RIO ARAGUARI (Amapá, 2005)
logo SEBRAE  logo EcoBrasil 300x120px
Promoção Sebrae Nacional
Parceria Sebrae Amapá
Execução Instituto EcoBrasil
  Ariane Janér, consultora
  Roberto M.F Mourão, consultor

EXCELÊNCIA EM TURISMO: Aprendendo com as Melhores Experiências Internacionais (2004-2005)

Logo EMBRATUR Ministerio Tur 2003 2x6cm  logo SEBRAE  logo EcoBrasil 300x120px

Promoção Empresa Brasileira de Turismo (Embratur)
Parceria Sebrae Nacional
Idealização Instituto EcoBrasil
  Roberto M.F Mourão, consultor

PROGRAMA DE MELHORES PRÁTICAS PARA O ECOTURISMO (Programa MPE) (2000-2003)

logo programa mpe com titulos  logo funbio programa mpe  logo EcoBrasil 300x120px

Promoção Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) (organização promotora)
Parceiros Banco da Amazônia (BASA)
  Empresa Brasileira de Turismo (Embratur)
  Financiadora Nacional de Estudos e Projetos (FINEP)
  Ministério do Meio Ambiente (MMA)
Apoio Reserva Natural da Vale do Rio Doce, Linhares, ES
  Varig Linhas Aéreas
  Wöllner Comércio de Confecções
EcoBrasil Roberto M.F. Mourão, coordenador
  Ariane Janér, consultora
  Marcos Martins Borges, coordenador

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DE ECOTURISMO EM RESERVAS EXTRATIVISTAS (Resex) (1998)

logo cnpt ibama  logo IBAMA  logo SEBRAE  logo grupo nativa  logo EcoBrasil 300x120px

Em parceria com o Grupo Nativa, Goiania, GO

Promoção

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)

  Centro Nacional para o Desenvolvimento das Populações Tradicionais (CNPT)
Apoio Ministério do Meio Ambiente (MMA) 
  Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG-7)
  Secretaria de Coordenação da Amazônia (SCA-MMA)
  Sebrae Amapá
EcoBrasil Marcos Martins Borges, coordenador
  Roberto M.F Mourão, consultor

    

PROGRAMA-PILOTO DE ECOTURISMO EM TERRAS INDÍGENAS (1997)

 

RIO-92 CATÁLOGO DE TURISMO ESPECIALIZADO ABAV-EMBRATUR-EXPEDITOURS (1992)

Rio 92 RIO 92  logo ABAV  Logo EMBRATURMinTur2003  Logo EXPEDITOURS 

Promoção      Associação Brasileira de Agências de Turismo (Abav)
  Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur)  
Apoio Editora Ediouro, Rio 
Execução  Expeditours, The Natural Way to Discover Brazil
  Roberto M.F. Mourão, coordenador, EcoBrasil

DIRETRIZES DA POLÍTICA NACIONAL DE ECOTURISMO (1994)

diretrizes 00 capa

Promoção     Ministério do Meio Ambiente (MMA)
   - Secretaria da Amazônia Legal
   - Ministério da Indústria, Comércio e Turismo (MICT)
 Parceria Empresa Brasileira de Turismo (Embratur)

 

logo Mar de CulturaChias

Plano de Desenvolvimento do Turismo Cultural de Paraty

Fase I: Análise da Situação Atual


A Avaliação dos Atrativos e Produtos do Turismo Cultural

 

Introdução

A cidade de Paraty, localizada no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, é hoje reconhecida por ser um dos destinos turísticos brasileiros Patrimônio Histórico Nacional, bem como, por ser sede de um grande evento literário brasileiro, a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), incluída no Plano Aquarela do Ministério do Turismo, desde 2004.

Além disto, uma conjuntura de fatores, como sua localização estratégica de Paraty na Estrada Real – Caminho do Ouro dos tempos coloniais, um calendário cultural diversificado e a presença de manifestações culturais autênticas que constroem uma percepção de “ambiência cultural intensa”, fazem de Paraty uma localidade turística com grande potencial para projetar-se como destino turístico cultural em âmbito nacional e internacional.

Esta vocação de Paraty para o turismo cultural, a candidatura da cidade ao título de Patrimônio Mundial pela UNESCO e a política atual do Ministério do Turismo, para estruturação de destinos referência em segmentos turísticos, no qual Paraty foi escolhida para ser referência em turismo cultural, são os sintomas de que Paraty inaugura uma nova etapa na sua organização da atividade turística.

O momento atual, no qual Paraty está envolta, impulsiona o trabalho de estruturação de um turismo cultural na cidade. O projeto “Paraty – Destino Referência em Turismo Cultural” é o responsável por concretizar as ações iniciais que propõe esta mudança de foco na condução da atividade turística local. Mas, para dar orientação às ações iniciais de organização do destino, com o intuito de posicionar este como destino de turismo cultural, está sendo concebido o Plano de Desenvolvimento do Turismo Cultural em Paraty.

A Associação Casa Azul, escolhida pelo Ministério do Turismo para liderar implantação do Projeto “Paraty – Destino Referência em Turismo Cultural” selecionou a Chias Marketing como consultora para elaboração do Plano de Desenvolvimento do Turismo Cultural de Paraty. O objetivo é que a partir deste, a atividade turística em Paraty receba uma nova orientação e redimensionamento. O Plano será um marco orientador para as lideranças locais, no sentido de proporcionar uma visão global das ações necessárias ao fomento do turismo cultural em Paraty, buscando consolidar o destino como referência neste segmento.

O trabalho para a elaboração do Plano de Desenvolvimento do Turismo Cultural de Paraty segue metodologia técnica concebida pelo Dr. Josep Chias. Entende-se, e este é um pressuposto importante para o sucesso, que o processo de planejamento é fundamental para o estabelecimento de orientações focadas na implantação da atividade turística em um destino. Quando esse é o caso, elaborar um Plano Estratégico de Turismo é o adequado para a conquista destes objetivos e sua formulação é a soma de dois planos: um Plano de Desenvolvimento e um Plano de Marketing.

É importante aqui diferenciar que no caso deste trabalho, o que está sendo preparado é um plano que já parte do pressuposto de que a estratégia de desenvolvimento turístico de Paraty será baseada no turismo cultural. Este elemento está dado pelo projeto em implantação pelo Ministério do Turismo na cidade.

A proposição conceitual desta ênfase do trabalho parte do princípio que Paraty já possui produtos e oferta turística, com imagem geral no mercado turístico e reconhecimento parcial de seu caráter cultural. Entretanto o turismo cultural ainda não é estruturado para atender um fluxo turístico especializado, necessitando assim, ganhar consistência em seus produtos e diversificar sua oferta. Desta maneira, ações de desenvolvimento darão ênfase para estruturação da oferta e o marketing vinculará a promoção turístico-cultural de Paraty com a promoção turística do destino. O posicionamento de Paraty será readequado com a ênfase no turismo cultural, o que permitirá que o produto global do destino ganhe em competitividade.

Plano de Desenvolvimento do Turismo Cultural de Paraty

O Plano de Desenvolvimento do Turismo Cultural de Paraty foi elaborado em 3 fases:

Fase I: Análise da Situação Atual

Fase II: Formulação da Estratégia

Fase III: Plano de Ação 

 mar cultura planejamento turismo negocio felicidadeTurismo, o Negócio da Felicidade, adaptado por Albatroz Planejamento © Joseph Chias, CHIAS Marketing, 2007

 

 

Mar de Cultura
Plano de Desenvolvimento do Turismo Cultural de Paraty

 

logo estudos de caso Logo MPE Funbio

 

Polo Ecoturístico da Ilha Grande, Angra dos Reis, RJ

Relatório de Análise Turística (julho 2002)

Manejo da Visitação

 

Propostas - Atores e Grupos de Interesse

mpe ilha grande visitacao problemas propostas

mpe ilha grande impactos propostas1

mpe ilha grande impactos problemas pontos fortes fracos

mpe ilha grande impactos problemas pontos fracos

 

Indicadores de Sustentabilidade

Os indicadores são parâmetros seleccionados e considerados isoladamente ou combinados entre si, sendo especialmente úteis para reflectir sobre determinadas condições dos sistemas em análise.

Relativamente ao conteúdo, amplitude e natureza do sistema de indicadores de desenvolvimento sustentável proposto, consideram-se quatro categorias:

  • Indicadores Ambientais
  • Indicadores Econômicos (micro e macro)
  • Indicadores Sociais
  • Indicadores institucionais (compreendem a estrutura e funcionamento das instituições incluindo instituições clássicas; organizações não governamentais e empresas.


mpe ilha grande visitacao indicadores monitoramento 

 

 

Relatório de Análise Turística da Ilha Grande

Anexo


Assuntos Correlatos

 

JQuental Jacana jacana 1 Jaçanã

Observação de Aves

por Roberto M.F. Mourão, Instituto EcoBrasil
Fonte: Análise de Viabilidade da Observação de Aves em Unidades de Conservação, IBAMA, 2000
Foto: Jaçanã ou Cafézinho (Jacana Jacana) © João Quental 


Partes / Topografia das Aves

 
A melhor estratégia para a identificação reside nos pormenores em que devemos focar a atenção.

Para tal devemos conhecer com algum detalhe as regiões exteriores do corpo das aves. A plumagem do corpo das aves encontra-se dividida em grupos de penas. Estas regiões, ou grupo de penas, juntamente com as patas e o bico, formam o que se designa por Topografia de uma Ave.

Um dos caracteres mais importantes para a identificação das espécies é a colocação da plumagem e a respectiva distribuição de cores ao longo do corpo. Portanto esta é a informação mais importante a ser coletada pelo observador.

 

aves ilustracao topografia Wattled plover corpoTRANSP

 

aves ilustracao topografia Wing asaTRANSP

 

aves ilustracao topografia Pica pau maquilado TRANSP

 

aves ilustracao topografia picapau cabeca TRANSP

 

 

 

Observação de Aves

Fonte
Análise de Viabilidade da Observação de Aves em Unidades de Conservação, Ibama, 2000, Roberto M.F. Mourão.

 

Observação da Natureza

Turismo de Observação e Valorização da Biodiversidade


Wildlife watching species 1 gorilla tiger mini 

A experiência nacional e o estado da arte no Brasil.

Nosso lado ambientalista tende a valorizar em excesso a natureza e muitos relutam a agregar a ela um valor monetário. Empresários e gestores têm dificuldade em mensurar os aspectos econômicos não tangíveis da natureza.

A Recreação e o Turismo fazem parte dos Serviços Ambientais que nos são fornecidos pela natureza. Os Serviços Ambientais são a ligação entre os ecossistemas, o bem estar humano e a economia. Na verdade, são os serviços prestados pelo meio ambiente para sustentar e garantir a vida humana e dos demais seres vivos.

money bagtreeSão crescentes os esforços para valorar os ‘Serviços Ecossistêmicos’ ou o ‘Capital Natural’, no sentido de prover economistas e tomadores de decisão com argumentos e informações para a conservação dos recursos naturais.

A grande importância da observação da natureza vem tomando se dá na proporção do valor que a atividade cresce mundialmente em popularidade. Na medida em que atende às expectativas de entretenimento de turistas mundo afora, cresce em importância como gerador de renda e criador de postos de trabalho para um grande número de pessoas, em países em desenvolvimento, em especial no hemisfério sul, agregando valor à conservação da biodiversidade.

Por outro lado, o contato com a natureza e a seus temas correlatos, faz crescer a consciência e a preocupação com as questões ambientais que enfrentamos atualmente que ameaçam a natureza, advindos das mudanças climáticas, poluição e perda de habitats. A relação entre atividade turística, economia e meio ambiente são claramente visíveis. O olhar do ecoturista identifica, em primeira mão, os aspectos ambientais e socioeconômicos dos locais visitados. Positivamente, o turismo auxilia a promover a harmonia entre pessoas e meio ambiente. Negativamente, pode resultar na exploração de comunidades, desestabilização social e degradação ambiental.

NAT GEO Arara azul hyacinth macaw joel SartoreNa razão em que fluxos turísticos crescem, aumenta a pressão ao meio ambiente e, se faz necessários cuidados no manejo da visitação e proteção de habitats. Sem limites, a atividade turística pode vir a ser prejudicial, sendo o monitoramento e gestão fundamentais para a sustentabilidade. Limites de capacidade, controle de fluxos de visitantes e qualidade na condução de grupos por guias naturalistas devidamente capacitados e treinados, devem ser observados de forma a minimizar eventuais impactos negativos.

No Brasil cresce o número de pessoas interessadas na contemplação e observação da natureza. A contemplação se faz em maior escala, consequente do grande número de pessoas que atualmente fazem caminhadas nos diversos destinos turísticos brasileiros, como por exemplo nas chapadas (dos Veadeiros, Diamantina, dos Guimarães, etc.), nos parques nacionais (dos Lençóis Maranhenses, da Tijuca, do Iguaçu, da Serra da Canastra, Marinho de Fernando de Noronha, etc.).

green sea turtleA observação da vida silvestre, conduzida por guias naturalistas, igualmente cresce, onde pessoas ativas e participativas, em grupos organizados, observam aves, baleias, tartarugas, mamíferos, etc. Hotéis-fazenda, pousadas e hotéis de selva oferecem uma miríade de programas para os mais variados interesses e orçamentos.

Mas tudo pode vir a comprometer esse promissor segmento econômico, caso não sejam observados os componentes da sustentabilidade turística: ter resultados econômicos, atender às expectativas dos visitantes, envolvimento e divisão equitativa de resultados com as comunidades envolvidas e operação com critérios de mínimos impactos socioambientais.

Wildlife watching species 2 urso leopardo miniOs valores dos programs de observação de vida silvestre referem-se a 2015.

 

   

Miguel Cifuentes Arias

Una Vida Dedicada a la Naturaleza

miguel cifuentes wwf colombia

 

 

 

 

 

 


"Dejé mi corazón en Galápagos, pero América Central es mi segundo hogar”
.

Miguel Cifuentes Arias Miguel

 

A la Memoria de Miguel Cifuentes Arias 


Por: Oscar E. Brenes Gámez, CATIE www.catie.ac.cr

logo catieOscar Brenes, fue compañero de Miguel Cifuentes en el programa de maestría de la Escuela de Posgrado del Catie en la promoción 1981-1983. Además fueron colegas en la WWF durante 13 años.

Miguel Cifuentes Arias falleció el lunes 2 de abril; con su muerte desaparece un amigo, un luchador de estirpe; inclaudicable defensor de la conservación de la biodiversidad y fundador de la sede centroamericana de una destacada organización mundial de la conservación, la WWF, en donde trabajó como representante regional por más de 15 años.

Este ecuatoriano de nacimiento realizó cientos de proyectos con ongs nacionales e internacionales, agencias de gobierno y comunidades locales. Además, Don Miguel administró por más de 10 años el Parque Nacional Galápagos en Ecuador. Tiempo después y gracias a su experiencia en áreas protegidas se convirtió en el presidente de la Fundación Charles Darwin.  

Paralelo a su lucha por la consolidación de proyectos en Centroamérica, nunca dejó de lado su labor de docente en la Escuela de posgrado del CATIE, su alma mater. Hoy queremos rendir tributo a éste gran líder del área ambiental latinoamericana.

El Dr. Pedro Ferreira, director general de Catie, comentó que "el legado de Miguel Cifuentes es invaluable. Se destacan sus aportes al fortalecimiento de las instituciones y a la formación de líderes para la conservación. Miguel no solo trabajó en Catie, construyó su familia y su vida con nosotros, lo cual recordaremos siempre".

Se anunció que la sala del Departamento de Recursos Naturales y Ambiente será dedicada en honor a este gran hombre. La sala queda cerca de la oficina donde Don Miguel trabajó durante sus años en Catie.

La Semana Santa, nos sorprendió con una noticia: el fallecimiento de Miguel Cifuentes. Sabíamos de sus problemas de salud, que llegaron hace seis años, pero siempre guardábamos la esperanza de que mejorara y que recuperara sus cualidades que le conocimos.

Fue hace 26 años, en marzo de 1981, que Miguel llegó al Catie. Vino con el propósito de mejorar sus conocimientos y experiencias en el manejo de las áreas protegidas para conservar la biodiversidad, que aseguren los procesos ecológicos y los elementos que forman los ecosistemas, como también las zonas de amortiguamiento donde las prácticas adecuadas de uso de los recursos naturales en armonía con el ambiente, permiten incrementar la producción y beneficiar a las comunidades.

Con esa motivación, desarrolló su tesis de maestría del Catie sobre el tema de Reservas de la Biosfera, bajo la dirección del Dr. Gerardo Budowsky. Sus compañeros de esa promoción aprendimos a conocer a Miguel y valorar sus opiniones y luchas. Miguel llegó solo a Turrialba, pero al poco tiempo vino su familia: Rosita, su esposa, y sus hijos Miguel y Daniel, el cuál tenía tan solo tres meses de edad.

galapagos turistasMiguel inició trabajando en conservación en su país natal Ecuador, estudiando biología y luego, por decisión e interés propio, se fue a Galápagos a conocer sobre la biología de las tortugas y la rica biodiversidad que habita en este lugar tan especial en el mundo, declarado Sitio de Patrimonio Mundial de la Humanidad. Allá llegó a convertirse en director del Parque Nacional Galápagos.

Luego de terminar su maestría, regreso a Ecuador, pero en 1986, volvió al Catie, para establecer la Oficina para Centroamérica del Fondo Mundial para la Naturaleza (WWF), promoviendo el aprovechamiento y manejo adecuado de los recursos naturales para poder alcanzar el desarrollo sustentable que todos deseamos y, garantizar que este istmo siga cumpliendo la función de corredor entre Norteamérica y Sudamérica, lo cual ha sido reconocido actualmente por diversos organismos y países como un fenómeno ecológico de importancia mundial. Esa labor no fue tarea fácil y demandó muchos esfuerzos para buscar apoyo y conocer diversas iniciativas y oportunidades, lo cual le obligó a viajar mucho a diferentes partes del mundo y relacionarse con diferentes personalidades.

También Miguel comprendía que la conservación de la biodiversidad no es propiedad de un grupo o grupos privilegiados de personas o funcionarios, y que su éxito no depende únicamente de los gobiernos o del sector no gubernamental. Depende más bien del esfuerzo concertado de todas las personas, agrupaciones, comunidades, empresas y corporaciones que existen o realizan actividades en la región. Por eso apoyó la conformación de fundaciones y organizaciones en todos los países e hizo alianzas estratégicas con muchas de ellas. Me atrevo a citar dos ejemplos muy especiales para él: la Fundación Charles Darwin y el Fideicomiso para la Conservación de Guatemala.

A la vez, dado su interés y pasión en enseñar, y pese al esfuerzo extra que esto le significaba, dedicó mucho tiempo de su permanencia en el Catie, en fortalecer el recurso humano de todo América Latina, mediante la realización de actividades de capacitación y la orientación de diversos estudiantes en su maestría. Fue director de varias tesis de posgrado y la elaboración de diversas publicaciones. Muchas de estos documentos y metodologías se siguen considerando claves para realizar investigaciones y mejorar la efectividad en el manejo de las áreas protegidas y determinar la capacidad de carga turística.

Durante todos estos años la familia Cifuentes Jara fortaleció y continuó el nexo con Catie y la comunidad turrialbeña, cultivando muchas amistades. Hoy deben sentirse orgullosos de ese esposo y padre visionario que inclusive construyó una casa en Turrialba, lo que permitió disfrutar de ese lindo lugar, apreciar la naturaleza y echar raíces en nuestro país, tanto a él como a su familia.

Como compañero de trabajo en el WWF por varios años, pude vivenciar a ese Miguel fuerte, luchador, líder y buscador de iniciativas nuevas en pro de la naturaleza, priorizando los sitios y áreas claves.

Hoy en día, muchas personas que trabajamos en conservación estamos conscientes de las responsabilidades que cada uno tenemos para mantener la biodiversidad de importancia global y su significado para nuestra vida diaria. Miguel debe ser recordado como un ejemplo de trabajo y dedicación, como gran profesional y persona. Además debe ser un estímulo para seguir en el camino de asegurar la conservación de nuestras riquezas y respetar toda forma de vida.

Sus dificultades en la salud no le permitieron continuar activamente los esfuerzos de conservación que inició y que, tal vez, algunos no se han concretado aún, pero su compromiso para procurar el desarrollo sustentable con base en la conservación de nuestra extraordinaria biodiversidad regional, la cual constituye el recurso más valioso que poseemos, nos debe motivar a seguir adelante, con su ejemplo de lucha.

 

Obituário 09 abr 2007 WWF

A la memoria de un líder, 09 Apr 2007

 

Cifuentes Arias falleció el 2 de abril en Costa Rica, tras una vida de entrega y pasión por la conservación.

Este académico visionario alcanzó la cúspide de su carrera profesional al mando de WWF Centroamérica, cuya oficina en Costa Rica se fundó gracias a sus gestiones y donde ejerció como representante regional por más de quince años, hasta el año 2001 en que debió retirarse por razones de salud.

Licenciado en Biología y Master en Recursos Naturales Renovables, el ecuatoriano Miguel Cifuentes se caracterizó por ser un reconocido y respetado líder en el área ambiental de Latinoamérica. 

CC ilustracao Cifuentes corrigida mini 100dpiSu perspectiva respecto a la economía y política de la conservación en Centroamérica, así como sus conocimientos prácticos sobre las necesidades y oportunidades de mejorar el manejo de las áreas protegidas en la región enfocado en el beneficio de comunidades adyacentes, le permitieron ganar la confianza de la red mundial de WWF, que opera en más de cien países, y que gracias a Miguel aceptó el gran reto de abrir la sede centroamericana en Costa Rica desde 1986.

Su pasión por el trabajo lo llevó a explorar posibilidades de apoyo técnico, financiero e institucional para la conservación mediante iniciativas como el Fideicomiso para la Conservación en Guatemala, la consolidación de un manejo costero integral para la zona de Cayos Miskitos y el Golfo de Fonseca y el impulso a un proceso de planificación ecorregional para el Arrecife Mesoamericano y los bosques montanos de Talamanca.

Paralelo a sus gestiones de impulso y consolidación de proyectos en Centroamérica, nunca dejó de lado su labor docente en el programa de posgrado del Centro Agronómico Tropical de Investigación y Enseñanza (CATIE). Miguel será siempre recordado "por su gran capacidad, inteligencia, vocación de servicio, vocación de maestro. Recuerdo hace ya algunos años, cuando Miguel enfermó, que él empujaba con aplomo el tema de certificación de áreas protegidas, tema innovador que la comunidad conservacionista continuará en honor a su memoria", son las palabras de Ronnie de Camino, funcionario de la Universidad para la Paz.

Vivió muchos años de su vida en Turrialba, Costa Rica, donde se le recuerda como el instructor estelar, mentor con enorme carisma, y uno de los pocos con experiencia real de campo en el tema de planificación y manejo de áreas protegidas, cuyos contenidos logró diseminar entre estudiantes provenientes de todos los continentes.

'Doy gracias al profesor Miguel. Gracias por permitirme crecer a tu sombra para ser mejor profesional y ser humano con el ejemplo de la solidez de tus consejos, sueños y proyectos', son las palabras del estudiante Germán Jiménez, que bien hacen eco en las voces de todos sus alumnos.

CCT capa manualSu especialidad también se extendió a la rama del ecoturismo, donde realizó estudios pioneros sobre la de capacidad de carga turística en áreas protegidas, diseño y manejo de zonas de amortiguamiento, evaluación de la efectividad del manejo y certificación de áreas protegidas.

Más de cien proyectos interdisciplinarios, que involucran ong costarricenses e internacionales, agencias de gobierno y comunidades locales, se han visto beneficiados con la asistencia técnica y planes estratégicos de manejo supervisados por este líder innato.

Su experiencia extensiva en el desarrollo de metodologías para áreas protegidas en América Latina le deparó el puesto de Presidente de la Fundación Charles Darwin, la cual administra el Parque Nacional Galápagos en Ecuador, donde Miguel ejerció como director por más de 10 años.

Entre sus numerosas publicaciones destacan:

  • Galápagos, tierra de contrastes (1989)
  • Capacidad de Carga Turística de las Áreas de Uso Público del Monumento Nacional Guayabo (1999)
  • Mediación de la Efectividad de Manejo de Áreas Protegidas (2000)

Pero, de seguro, lo que con mayor ahínco enfatizan todos los que le conocen, y le recuerdan es la calidez de los valores humanos, el cariño, el respeto y la voluntad de seguir siempre adelante con la fuerza que da un amor entrañable por la vida.

 

Fontes:

 


Saber Mais sobre Trilhas


Capacidade de Carga da Trilha do Macuco, Parque Nacional do Iguaçu
(2001)