CATEGORIA CONCEITOS

bla bla bla

 

 

Trilhas logo new 

 

Interpretação de Trilhas, Exemplos


Trilha da Barra, RPPN Fazenda da Barra, Bonito, MS

forte morro trilha mapa fazenda da barra bonito


Este excelente exemplo mostra a interpretação ambiental da Trilha da Barra, presente no interior da RPPN Fazenda da Barra, que possui 88 ha e está localizada no Município de Bonito, MS. A trilha possui 1,26 km na mata ciliar de um total de 3,5 km, realizados de bote no Rio Formoso, até a sua foz com o Rio Miranda. 

A Trilha da Barra recebe esse nome devido a seu maior atrativo ser a barra do Rio Formoso com o Rio Miranda. Devido ao seu percurso ser realizado, em grande parte, na mata ciliar e em parte do próprio Rio Formoso, um importante atrativo turístico do município de Bonito, e pela sua relevância para a conservação, o tema escolhido para a interpretação foi ‘Mata ciliar e a proteção dos recursos hídricos”.

O método utilizado para a escolha dos pontos de interpretação foi o Indicadores de Atratividade de Pontos Interpretativos (IAPI).

Seguindo este método foi realizado:

  1. Levantamento dos pontos potenciais para a interpretação;

  2. Seleção de indicadores;

  3. Elaboração de ficha de campo; aplicação da ficha; e

  4. Seleção final dos pontos.


Indicadores usados para escolha dos pontos de interpretação, em ordem de importância:

  • paisagens conspícuas relacionadas a água (meandro abandonado, foz do Rio Formoso);

  • presença de água; “decks”, mirantes ou passarelas construídas;

  • visualização de fauna aquática e avifauna;

  • visualização do fenômeno da piracema;

  • observação em primeiro e segundo plano de paisagens características das tipologias vegetacionais existentes (mata ciliar e cerradão);

  • árvores representativas da região.

Após a aplicação do método, foram selecionados 12 pontos onde estarão posicionadas as placas de interpretação. Além disso também foram escolhidas 11 árvores, comuns na região, as quais receberão placas de caracterização e identificação. 

trilha da barra bonito ms interpretacao1

trilha da barra bonito ms interpretacao2


Exemplo de Tabela Interpretativa

Pin Título Texto da Interpretação
Informação 
01 Trilha da Barra A Trilha da Barra possui 4.800 m de extensão, com 1.265 m de caminhada leve ao longo da mata e aproximadamente 3.500 m percorridos de bote no Rio Formoso, com parada para banho. O tempo aproximado é de 30 minutos e do passeio total 01:40 h.
Croqui da trilha contendo informações gerais (p.ex. trajeto, infraestruturas, etc.)
02 Você está estrando na Mata Ciliar Mata Ciliar é a denominação da mata que se encontra ao longo dos cursos d’água (rios, córregos, lagos e lagoas). É caracterizada por ser bastante úmida, com abundante presença de samambaias e musgos. Apresenta, de modo geral, vegetação mais densa que a do cerrado ou de outras florestas da região da Serra da Bodoquena. Possui mais vegetação arbustiva, geralmente com folhas maiores, quando comparado com os arbustos do cerrado. As folhas maiores auxiliam na captação da luz solar, que é menos intensa devido a maior densidade da floresta
Breve conceito de mata ciliar e algumas características.
03  O Rio Formoso é um dos mais importantes do município. O Rio Formoso nasce nas bordas da Serra da Bodoquena, e percorre cerca de 100 km de extensão sobre as rochas calcárias da região. Esses calcários são muito puros e, portanto, mantém as águas cristalinas por não apresentarem sedimentos, como argilas, que as turvem. Na Fazenda da Barra ele encontra o Rio Miranda, no local denominado de Foz ou Barra do Formoso.
Breve descrição e características do Rio Formoso.
04  Observatório de Aves  As aves utilizam a mata ciliar para alimentar-se de frutos, insetos e algumas até de peixes em rios ou outras áreas alagadas. As espécies mais frequentemente observadas nesta região são... 
Ilustrações e nomes de aves mais facilmente visualizadas na mata ciliar. 
05   A fauna de peixes do Rio Formoso é muito diversificada  Devido às águas do Rio Formoso serem límpidas é possível observar várias espécies de peixes como ... 
 Ilustrações e nomes dos principais peixes visualizados no Rio Formoso.
06   A Fauna da Mata Ciliar é rica  Muitos animais terrestres vivem ou frequentam a mata ciliar, pois é um local rico em alimento e com água em abundância. Nesta área é possível observar alguns deles ou seus vestígios, tais como ... 
 Ilustrações e nomes de mamíferos e répteis mais comuns na área e suas pegadas.
07   A Natureza é Dinâmica   Este local conhecido como Lagoa na verdade é um meandro ou trecho abandonado do Rio Formoso, pois o mesmo mudou seu curso a centenas ou milhares de anos atrás. Rios que correm em terrenos planos, desenvolvem um intenso ziguezague e são denominados de meandrantes, e em épocas de grandes enchentes o rio pode cortar suas curvas ou meandros. É um local muito utilizado pela fauna para alimentação, principalmente na época de seca.
 Origem e características da lagoa
 Área de transição Mata Ciliar x Cerradão   A predominância de palmeiras bacuri nesta área indica que a mata ciliar está em processo de regeneração. Com o distanciamento do rio, as características da vegetação mudam, ela se torna mais seca e começam a aparecer árvores típicas de cerradão como o castelo e a aroeira. Por apresentar menos arbustos, com folhas mais estreitas, é possível observar mais longe dentro da mata.
 Características da transição entre as fitofisionomias Mata Ciliar e Cerradão.
09   A Mata Ciliar protege nossos rios   A mata ciliar é importante, pois protege o rio contra erosão ou desbarrancamento, através do apoio das raízes das suas árvores, evitando assim perda do solo e assoreamento dos rios e lagos. Também evita que solo ou poluentes corram para o rio, servindo como um filtro e mantendo as águas limpas; regulam o fluxo da água mantendo a umidade e os olhos d’água; além de servir como refúgio e corredor de passagem para a fauna.
 Importância da Mata Ciliar. 
10   Encontro das Águas   Neste ponto pode ser observado o encontro das águas claras do Rio Formoso com as águas escuras do Rio Miranda. As águas do Rio Miranda são mais escuras devido a maior quantidade de argila nas rochas e no solo por onde ele passa. Porém, atualmente, a ausência de mata ciliar em muitos trechos, permite que o solo seja carregado para dentro do rio pelas águas das chuvas, tornando-o ainda mais escuro. Se o Rio Formoso não fosse protegido pela mata ciliar, talvez suas águas fossem escuras como as do Rio Miranda ou talvez, devido à perda das suas nascentes e ao assoreamento, suas águas fossem menos abundantes e não chegassem até a barra, proporcionando o encontro das águas.
 Contraste entre as águas dos rios Miranda e Formoso; finalização da interpretação.

 

 

 

Exemplos de Placas Informativas

trilha da barra bonito ms folder1

trilha da barra bonito ms folder2 birding

 trilha da barra bonito ms folder3 angico      trilha da barra bonito ms folder5 taquarucu

 

Placas de Advertência de Trilhas do Mt. Joyce Escape Recreation Park 

Trilhas Multi-uso (caminhadas, cavalgadas, ciclismo)

trilhas trails visitor information sheet mini 1 multi use

Trilha Mountain Bike (ciclismo)

trilhas trails visitor information sheet mini 2 mountain bike

 

 

Trilhas

 

 

 

Trilhas logo new

OrganizaçãoRoberto M.F. Mourão (roberto@albatroz.eco.br)
                          Albatroz Planejamento 

 

Interpretação de Trilhas

Mapa Trilhas de Larchmont Reservoir

 

sheldrake trail map

Click aqui ou na imagem para voltar à página anterior.

 

 

Trilhas

Trilhas logo new

OrganizaçãoRoberto M.F. Mourão (roberto@albatroz.eco.br)
                          Albatroz Planejamento 


Interpretação de Trilhas


Recursos Interpretativos de Trilhas

Quanto aos recursos utilizados para a interpretação ambiental da trilha, elas deverão atender a duas formas de interpretação:

  1. Guiadas (monitoradas)

  2. Autoguiadas


Trilhas Guiadas

trilhas guia grupoNa opção de interpretação de Trilhas Guiadas a ser desenvolvida, visitantes liderados por guia naturalista (biólogo, ecólogo, ornitólogo...) ou arqueólogo e/ou antropólogo, acadêmico ou monitor capacitado, com apoio ou não mateiro.

Os visitantes serão conduzidos de forma que os participantes tenham oportunidade de observar, apreciar, sentir, questionar e vivenciar a paisagem local, com base nos temas previamente desenvolvidos.

Os temas (flora, fauna, avifauna, arqueologia, história...) deverão variar com os interesses, faixa etária e grau de instrução dos visitantes (crianças, jovens e adultos ou estudantes ou profissinais).


Trilhas Autoguiadas 

Na opção Trilhas Autoguiadas as trilhas não exigirão a presença de um guia condutor, professor e/ou monitor capacitado e/ou mateiro.

A interpretação deverá ser feita com o auxílio de placas, painéis ou guias informativos, os visitantes realizam pontos de paradas com o objetivo de explorar os destaques dos temas, com apoio de folheto explicativo.

Autoguiadas tem como principal função facilitar a caminhada e permitir o contato dos visitantes com o meio ambiente sem a presença do guia. Assim, recursos visuais e gráficos indicam a direção a seguir, os elementos a serem destacados (árvores nativas, plantas medicinais, ninhos de pássaros etc.) e os temas desenvolvidos (mata ciliar, recursos hídricos, etc.). Os percursos deverão contar com placas numeradas e/ou por meios escritos ou visuais dispostos ao longo das trilhas. As trilhas interpretativas 


Características Desejáveis para a Interpretação das Trilhas 

Espera-se que a apresentação da interpretação seja feita “de forma interessante e motivadora, envolvendo os participantes, estimulando a observação, a ação e a reflexão”.

A interpretação deverá possuir características que devem ser seguidas:

  • Temática
    A interpretação deverá ter uma mensagem central a ser comunicada aos usuários.

  • Focada
    Caracterizada por ser de fácil entendimento, buscando evitar a dispersão, com ideias encadeadas de maneira lógica com princípio, meio e fim, de maneira que o visitante consiga perceber, facilmente, o que é principal e o que é secundário na atividade interpretativa.

  • Organizada
    Ter uma estrutura coerente, sendo assim acompanhada com facilidade, não exigindo muito esforço dos visitantes.

  • Significativa
    Que relacione o conteúdo da interpretação com algo que já conhecemos ou vivenciamos.

  • Prazerosa
    Deverá ser interessante, cativante, divertida, participativa, prendendo a atenção da audiência, não devendo ter um ar de formalidade.

  • Diferenciada
    Elaborar programas interpretativos diversificados para atender a diferentes públicos-alvo.

  • Estimulante
    Fazer o visitante refletir sobre o que lhes for apresentado gerando informação, conhecimento e sensibilização.


Tamanho dos Grupos 

Sugere-se para a qualidade da experiência e para manter mínimos os eventuais impactos negativos, o seguinte tamanho de grupos de visitantes:

Públicos-alvo 
(inclusive guia)

Tamanho do Grupo (sugerido)
Ideal Máximo
   Crianças / Jovens – Educação Ambiental 12 pessoas 20 pessoas
   Ecoturistas e Turistas 10 pessoas 15 pessoas
   Observadores de Aves / Natureza 5 pessoas 8 pessoas

 

Atividades do Consultor/a da Interpretação

O consultor(a) deverá desenvolver as seguintes atividades:

  • sheldrake trail map miniVisita Técnica
    Para conhecer a trilha ou o sistema de trilhas, acompanhado(a) por consultor deturismo e, se necessário, de outros especialistas (biólogos, zoologos, historiadores, etc.) para possibilitar elaborar Plano de Trabalho, com atividades e prazos.

  • Trabalhos de Campo
    Percorrer o sistema de trilhas para definir os destaques para interpretação, de forma a elaborar roteiros diferenciados para crianças (7 a 13 anos), jovens (de 14 a 18 anos) e adultos (ecoturistas).

  • Elaboração de Roteiros de Visitações
    Direcionados aos públicos-alvo definidos, orientando os conteúdos para fabricação de placas informativas, interpretativas, indicativas de direção, indicativas de local (“você está aqui”).
    Ao lado exemplo de mapa de trilha - click para abrir e ampliar.

  • Definição da Demarcação e Sinalização das Trilhas

  • Definição do Sistema de Comunicação
    Placas de advertência, sinalização e informações.


Produtos da Interpretação

  • Plano de Trabalho, com cronograma de atividades, durações e prazos

  • Relatório de Visita Técnica à trilha ou sistema de trilhas

  • Roteiros de Visitação, para estudantes (crianças, jovens) e adultos

  • Sinalização das Trilhas

  • Sistema de Comunicação (placas, avisos).

 

 

Trilhas

 logo mula cargueira

 

Impactos da Visitação


Variação dos Impactos da Visitação

  • Ambiente
    • solo seco / solo úmido
    • chuva moderada / pouca chuva
    • solo arenoso / solo argiloso
    • solo pedregoso / gramídeas / cobertura por arbustos
    • pastagem / áreas de nidificação
  • Tipo de Uso
  • Momento e Tempo de Uso
  • Distribuição do Uso
  • Ações Mitigatórias

 

 

CC Capacidade de Carga Recreacional 4 meio ambiente

CC Capacidade de Carga Recreacional 1 Tipo de Uso

CC Capacidade de Carga Recreacional 2 Tempo de Uso

CC Capacidade de Carga Recreacional 3 Distribuicao

CC Capacidade de Carga Recreacional 5 mitigacao

 

 


Saber Mais sobre Trilhas

 

Trilhas logo new 

 

Indice Geral sobre Trilhastrilhas hiking section


Trilhas originalmente serviam para comunicar aldeias, vigilância de território ou caça.

Trilhas evoluiram para caminhos no meio urbano (p.ex. parques) ou ambiente natural, muitas vezes feito ou usado para uma finalidade específica: caminhadas, ciclismo, cavalgadas, montanhismo, observação da vida silvestre, contemplação da natureza ou de paisagens.
 

Conceitos


Estudos de Caso

Capacidade de Carga Turística da Trilha Macuco Safari, Parque Nacional do Iguaçu 

Torres e Passarelas de Copada / Canopy Towers & Walkways

Trilhas e Mirantes do Forte do Morro, Paraty (proposta)


Trilhas de Longo Percurso

transcarioca logoTrilha Transcarioca

compostela camino santiago logoCaminhos de Santiago de Compostela

Trilha dos Apalaches / Appalachian Trail USA

Trlhas Off-road / Overland Travels

África, de Londres, UK a Dar-es-Salaam, Tanzânia, 1985-86

Informações da Viagem / Long Haul Expeditions 1985 (pdf para download) 

 

Assuntos Correlatos

Capacidade de Carga Turística (CCT)

camping barraca kombiCampings

 

Waldir Joel de Andrade (in memoriam)
Mestre em construção e manutenção de trilhas.

waldir joel de andrade pedra do bauGostariamos de aproveitar essa oportunidade para fazer uma homenagem a Waldir Joel de Andrade, com quem tivemos o privilégio e prazer de trabalhar em vários projetos, um pioneiro no ecoturismo, orientador de inúmeros iniciantes e profissionais na arte de construir e manter trilhas.

Graduado em Engenharia Florestal (ESALQ/USP), em 1975, mestre em 1990 (FFLCH/USP), ingressou no Instituto Florestal em 1981, onde permaneceu até o seu falecimento em 13 de julho de 2017, aos 67 anos.

Durante a sua jornada profissional dedicou-se à conservação da natureza, destacando-se por seu pioneirismo na implantação de sistemas de trilhas em unidades de conservação (UCs). 

Waldir tornou-se um profissional de referência no Brasil no assunto “trilhas”. Seus cursos e palestras eram ricos em estudos de casos de planejamento e implantação de trilhas em unidades de conservação do Brasil e do exterior.

Montanhista inveterado, seu conhecimento, sua dedicação e seu carisma o tornaram um campeão de audiência em aulas e palestras. Grande defensor da conservação da Serra da Mantiqueira, conhecia a região como poucos. Seu olhar não era apenas de montanhista, mas também de pesquisador.

Waldir fazia o que amava e amava o que fazia. Fica a saudade...


Acesse nesse link um trabalho elaborado por Waldir Joel para o Programa MPE, Melhores Práticas para o Ecoturismo.