CATEGORIA TURISMO

 

O conceito de Turismo de Aventura, vem sendo discutido desde o início dos anos 80, muitas vezes sobrepondo ou sendo confundido com Turismo Esportivo. Mas, a nosso ver, essa confusão se defaz desde que se considerar as atividades e práticas, praticamente as mesmas, sejam realizadas por esportistas ou por turistas (com pagamento a agências ou operadoras especializadas). 
 
O Ministério do Turismo, adotou como definição:
 
   “Turismo de Aventura compreende os movimentos turísticos decorrentes da prática de atividades de aventura de caráter recreativo e não-competitivo.
 
Onde os movimentos turísticos são entendidos como “os deslocamentos e estadas que pressupõem a efetivação de atividades consideradas turísticas” e as “práticas de aventura de caráter recreativo e não competitivo” pressupõem “determinado esforço e riscos controláveis, e que podem variar de intensidade conforme a exigência de cada atividade e a capacidade física e psicológica do turista”.
 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), engajada no processo de normalização do turismo de aventura no Brasil, também elaborou um conceito:

  Atividades oferecidas comercialmente, usualmente adaptadas das atividades de Turismo de Aventura, que tenham ao mesmo tempo o caráter recreativo e envolvam riscos avaliados, controlados e assumidos.”. 
 
Desta forma, como mencionamos iniciaalmente, fica evidenciado que o turista de aventura deve ser um comprador de atividades comercialmente oferecidas, ou seja, os turistas totalmente autônomos não compõem o universo de pesquisa deste trabalho.
 

Espaço Turístico do Turismo de Aventura

A prática de atividades de aventura de carácter recreativo podendo ocorrer em qualquer espaço: 

  • natural (outdoors)
  • construído ou edificado (indoors)
  • rural
  • urbano 
  • área protegida ...
 
Atividades relacionadas
  • Arvorismo
  • Balonismo
  • Bóia Cross
  • Caminhadas
  • Cavalgadas
  • Canoagem
  • Espeleoturismo
  • Mergulho livre (apnéia, snorkeling)
  • Mergulho autonomo (scuba diving)
  • Rafting
  • Rapel
  • Mountain Bike
  • Trekking
  • Surfe (surf) ....
 
 
 
 
 
 
 
DRAFT
 
Primeiramente entendido como uma atividade ou subproduto do Ecoturismo, o segmento de turismo de aventura, atualmente, possui características e consistência de mercado próprias e, consequentemente, uma nova oportunidade de ofertas e possibilidades devido ao crescimento que vem adquirindo.
 
Vários empreendimentos foram constituídos no país,[necessário esclarecer] oferecendo produtos e serviços especializados aos turistas, impulsionados pelas transformações no comportamento do consumidor em direção a estilos de vida mais saudáveis e também a uma sensibilidade aos assuntos ligados à preservação da cultura e da natureza, que se refletem na escolha das atividades de lazer e, assim, na definição dos destinos turísticos.
 
Estima-se que o crescimento do turismo de aventura a partir de 1998 tenha sido de 20% ao ano, de acordo com dados da Organização Mundial do Turismo (OMT) e da Sociedade Internacional de Ecoturismo (TIES). Somente o mercado doméstico de viagens de aventura dos Estados Unidos é estimado em US$ 25 bilhões, como base nos resultados das taxas de participação e gastos médios por viagem.
 
Os impactos econômicos desse segmento não se limitam aos destinos turísticos. Diversos envolvidos, que de modo geral não estão sediados nos núcleos receptores, são diretamente impulsionados: fornecedores de equipamentos, seguradoras, outros produtos e atividades associadas. Diante disso e considerando as especificidades desse segmento, principalmente quanto ao quesito segurança, verificou-se a necessidade de delimitar a sua abrangência em relação a outros tipos de turismo, tanto para basear a formulação e execução de políticas públicas como também subsidiar os interessados quanto as características e questões legais que podem implicar nas relações de mercado.
 
O conceito estabelecido de turismo de aventura fundamenta-se em aspectos que se referem à atividade turística e ao território em relação à motivação do turista, que pressupõem o respeito nas relações institucionais, de mercado, entre os praticantes e com o ambiente. Nesse contexto, define-se que "Turismo de Aventura compreende os movimentos turísticos decorrentes da prática de atividades de aventura de caráter recreativo e não competitivo".
 
Atividades de aventura
A palavra aventura — do latim adventūrus ("o que advirá"), particípio futuro de advenīre ("advir") — remete a algo diferente, ao desafio, a certo risco capaz de proporcionar a sensação de prazer, liberdade e superação pessoal, que varia de acordo com a expectativa de cada pessoa e do nível de dificuldade de cada atividade.
 
Para tais fins, consideram-se atividades de aventura aquelas cujo prêmio é a superação de limites pessoais, caracterizadas como atividades de recreação e não de competição (as atividades denominadas esportivas, sejam de aventura ou não, quando entendidas como competições são definidas como modalidades esportivas e tratadas no âmbito do segmento denominado "turismo de esportes").
 
As atividades de aventura aqui abordadas como o atrativo principal que identifica o segmento de turismo de aventura podem ocorrer em qualquer espaço: natural, construído, rural, urbano, estabelecidos como área protegida ou não. Também podem ser abordadas sob diferentes enfoques:
 
como de responsabilidade individual do turista quando ocorre sem a interferência dos prestadores de serviços turísticos no que se refere especificamente à prática da atividade de aventura.
como de responsabilidade solidária quando conduzida, organizada, intermediada via prestadores de serviços de operação de agências de turismo que depende de orientação de profissionais qualificados para a função e de equipamentos e técnicas que proporcionem, além da prática adequada, a segurança dos profissionais e dos turistas.
Assim, as atividades de aventura pressupõem determinado esforço e riscos até certo ponto controláveis, e que podem variar de intensidade conforme a exigência de cada atividade e a capacidade física e psicológica do praticante. Isso requer que o turismo de aventura seja tratado de modo particular, especialmente quanto aos aspectos relacionados à segurança. Devem ser trabalhadas, portanto, diretrizes, estratégias, normas, regulamentos, processos de certificação e outros instrumentos e marcos específicos.
 
O segmento de turismo de aventura deve contemplar, em sua prática, comportamentos e atitudes que possam evitar e minimizar possíveis impactos negativos ao ambiente, ressaltando o respeito e a valorização das comunidades receptoras. Entende-se por ambiente — natural e construído — o conjunto de inter-relações sociais, econômicas, culturais e com a natureza de determinado território.

 

 
 

 

O conceito de Turismo Rural abrange um número de elementos constitutivos, no centro dos quais encontram-se a Comunidade do Turismo Rural.

O Turismo Rural é dependente do meio rural, que tem a oferecer: a cultura, o patrimônio, as atividades rurais e vida rural.

 

 

 

 

 

 

Os Manuais disponíveis nesta página têm participação de autores do Corpo Técnico EcoBrasil.

 

Manual Indígena de Ecoturismo, 1997  (16 MBytes)

Promoção: Secretaria da Amazônia Legal / Ministério do Meio Ambiente MMA
Execução: Instituto EcoBrasil

Este Manual é o resultado do trabalho de indígenas, antropólogos, indigenistas e especialistas em turismo (Regina Polo Müller, Roberto M.F. Mourão, Síbene de Almeida e Virgínia Valadão), que em projeto participativo, analisaram a viabilidade operacional e levantaram subsídios para a formulação de diretrizes e metologias para a realização de um programa-piloto de Ecoturismo em Terras Indígenas.

É um documento elaborado com cuidado e sensibilidade para não interferir nas sociedades indígenas. Ao contrário, procura resguardá-las e protege-las, propondo princípios e procedimentos para a visitação ordenada em suas terras.

Este Manual vem informar e preparar as comunidades indígenas para operações ecoturísticas, atendendo a demanda interna dos indigenas por alternativas economicas e, externa, pelo ecoturistas, provocando visitas informais e sem controle, em geral insustentáveis. A importância desta obra se faz principalmente por se acreditar que a imagem de um povo ou nação se faz também pelos olhos do visitante.

 

Direitos Autorais e Direito de Imagens Indígenas Portaria Funai n° 177/2006


Ecoturismo Pataxó, Reserva da Jaqueira, Bahia
Um caso de utilização bem sucedida deste manual é a Associação Pataxó de Ecoturismo, na Reserva da Jaqueira, Porto Seguro, Bahia. Liderados por Nytinawã (Maria das Neves) Pataxó, os Pataxó estudaram e aplicaram as orientações do manual para implantar o ecoturismo em suas terras. Isto possibilitou criar postos de trabalho, gerar renda e, principalmente, promover a recuperação cultural de seu povo: idioma, cantos, danças, festas, rituais.
Para contato e visitas: Karkaju Pataxó -  tel. 73 9141-3178 - e-mail karkajupataxo@yahoo.com.br.
Estudo de Caso: Ecoturismo Pataxó, MPE Funbio-EcoBrasil, julho 2003
Website de interesse: Museu do índio, Rio de Janeiro, RJ

 

 

Manual Caiçara de Ecoturismo de Base Comunitária (Fevereiro 2010)

Esse Manual é produto do Projeto Mares da Ilha Grande, realizado pelo Instituto Bioatlântica, com recursos do Fundo de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça.

O Manual foi utilizado como material didático, ambientado regionalmente, resultante de curso e treinamento-pilotos de objetivo específico do Projeto Mares da Ilha Grande, de realização de cursos de capacitação e elaboração de plano de negócios de ecoturismo de base comunitária para as comunidades de pescadores artesanais da Baía da Ilha Grande.

Cursos-pilotos para ajuste do manual foram realizados em comunidades caiçaras da Ilha do Araujo e VIla de Trindade em Paraty e Provetá, na Ilha Grande, Angra dos Reis. 

 


Manual de Ecoturismo de Base Comunitária, 2003
 (5 MBytes)

Manual EBC Anexo: Organizações Parceiras, 2003  (0,5 MBytes)

O WWF-Brasil lançou em 2003 o Manual de Ecoturismo de Base Comunitária – Ferramentas para um planejamento responsável, que sintetiza um trabalho iniciado em 1996 dentro do Programa de Capacitação e Treinamento para o Ecoturismo (PEC).

Este manual é produto de projeto desenvolvido de forma participativa e de longo prazo, pelo WWF. É fruto de parceria com o Instituto EcoBrasil, que fez surgir a semente que gerou o Programa de Ecoturismo do WWF-Brasil, posteriormente denominado Programa Turismo e Meio Ambiente. Em especial, a idealização do programa, tanto em seus objetivos quanto em seu método de desenvolvimento, deve-se à criativa e crítica interação entre o WWF-Brasil, com sua especialidade em assuntos de conservação ambiental e de processos participativos, e à EcoBrasil, com seus conhecimentos na área empresarial do turismo.

 

Manual MPE - Melhores Práticas para o Ecoturismo
Promoção: Fundo Brasileiro para a Biodiversidade FUNBIO.
Parceiros: Banco da Amazônia, Embratur, Financiadora Nacional de Estudos e Projetos Finep, Ministério do Meio Ambiente.
Execução: Instituto EcoBrasil

O Ecoturismo começou a ser investigado como área potencial de trabalho para o Funbio em 1999, dentro do Programa de Estudos Estratégicos. A pesquisa constatou carência na área de capacitação de profissionais que atuam em empreendimentos de Ecoturismo. A resposta a esse problema foi o desenvolvimento do Programa MPE, entre 2000 e 2003, com o objetivo de definir um conjunto de “melhores práticas” de referência para projetos de ecoturismo no Brasil. Este manual é um dos frutos desse trabalho. O Manual MPE foi criado com o objetivo inicial de ser utilizado nos cursos de capacitação dos monitores MPE, em suas consultas e complementação de conhecimentos, e também de servir como material didático para os envolvidos, local e regionalmente, com os projetos conveniados. Porém, em virtude da carência de publicações sobre ecoturismo e desenvolvimento sustentável na época, abordados de forma prática e sucinta, o comitê gestor do Programa decidiu produzir e disponibilizar o conjunto a um público mais amplo, atendendo a uma necessidade das demais pessoas interessadas pelos temas abordados.

Módulo 1: Ecoturismo e Turismo Sustentável, 2003  (3,5 MBytes)
Conteúdo: Ecoturismo e Turismo Sustentável (Roberto M.F. Mourão).
Módulo 2: Meio Ambiente, 2003 (6 MBytes)
Conteúdo: Biodiversidade (Sônia Rigueira); Unidades de Conservação (Marcelo Skaf); Estradas-parque (Roberto M.F. Mourão).
Módulo 3: Populações Tradicionais, 2003  (13,5 MBytes)
Conteúdo: Trabalho com Populações Tradicionais (Ana Gita e Ana Cláudia Lima e Alves); Importância e Formas de Organização Social (Suzana Sperry); Educação Ambiental para Comunidades (Sandro Sáfadi); Educação Sanitária e Saúde do Viajante (Marcia Gomide e Alberto Ramos Jr.).
Módulo 4: Infra-estrutura e Serviços, 2003  (11,8 MBytes)
Conteúdo: Aspectos Construtivos de Hotéis de Selva (Sérgio Pamplona); Hotelaria - Hotéis de Selva e Pousadas (Mª. Aparecida Arguelho e Lucila Egydio); Alimentação (Mª. Graças Pôncio); Energia Alternativa Pedro Bezerra de Carvalho Fº.; Trilhas - Interpretação Ambiental (Rogério Dias), Condução de Visitantes e Excursionismo (Rogério Dias e Waldir Joel de Andrade, Manejo de Trilhas (Waldir Joel de Andrade), Inventário de Trilhas (Marcos M. Borges), Passarelas e Torres de Observação (Roberto M.F. Mourão), Navegação Terrestre e Cartografia Básica (Fábio França Araújo).
Módulo 5: Atividades na Natureza, 2003  (5,4 MBytes)
Conteúdo: Observação de Flora (Ana Elisa Brina); Observação de Fauna (Rogério Dias); Observação de Aves (Roberto M.F. Mourão).
Módulo 6: Ganhos Acessórios ao Ecoturismo, 2003  (11 MBytes)
Conteúdo: Artesanato (Sônia Rigueira), Processamento Artesanal de Alimentos (Evandro Engel Ayer); Agroecologia (Marcelo de Oliveira); Aproveitamento de  Recursos Florestais e Agroflorestais (Jean Dubois); Alternativas Econômicas Sustentáveis (Cláudia de Souza).
Módulo 7: Gestão de Empreendimentos Turísticos, 2003  (7,2 MBytes)
Conteúdo: Elaboração de Projetos - Fontes de Informação (Marcos M. Borges), Diagnósticos (Marcos M. Borges), Planos de Negócios (Ariane Janér), Estudos de Mercado (Ariane Janér), Marketing de Produto (Ariane Janér); Administração - Captação e Gestão de Recursos (Jeane Capelli Pen), Introdução para Administração e Contabilidade (Ariane Janér); Legislação - Legislação Ambiental (Paulo Bidegain e Rogério Zouein), Legislação Turística (Ana Maria Siems Forte).
 

Manual Criação e Manutenção de Grupos Voluntários de Busca e Salvamento , 2005
Promoção: Ministério do Turismo

capa manual gvbs busca salvamentoEste Manual é uma iniciativa do Ministério do Turismo que visa contribuir para a criação e manutenção de Grupos Voluntários de Busca e Salvamento - GVBS, no contexto do Projeto de Normalização e Certificação em Turismo de Aventura no Brasil.

Conteúdo:
Por que o Manual? (Gustavo Timo), Diagnóstico (Pedro Cavalcanti), Conscientização e Mobilização (Ronaldo Franzen Jr.), Estruturação e Capacitação (Helon Florindo), Planejamento e Operações (Helon Florindo, Pedro Cavalcanti, Ronaldo Franzen Jr.), Integração (Ronaldo Franzen Jr.), Gestão e Manutenção (Helon Florindo, Ronaldo Franzen Jr.); Organização Jurídica dos GVBS (Vinícius Porto),  Captação de Recursos (Roberto M.F. Mourão), Estudos de Caso e Anexos.

 

turismo sustentavel ecoturismo fundo verde


Segmentação Turística

Nem todo mundo gosta das mesmas bebidas, culinária, atividade ou automóvel. 

Como consequência, comerciantes decidiram em dividir o mercado em segmentos. Eles identificaram perfis de grupos distintos de clientes por preferências ou demandas que variam a combinação de produtos e serviços, observando as diferenças quanto a demografia, psicologia e comportamento dos clientes.

Após a identificação dos segmentos de mercado, o empresário decide por escolher as maiores oportunidades que serão seus públicos-alvo. Para cada um de seus públicos, a empresa desenvolve uma oferta que posiciona nas mentes dos públicos-alvo como fornecer algum benefício e/ou resposta às suas demandas e expectativas.

Para o Ministério do Turismo:

"a Segmentação Turística é entendida como uma forma de organizar o turismo para fins de planejamento, gestão e mercado. Os segmentos turísticos podem ser estabelecidos a partir dos elementos de identidade da oferta e também das características e variáveis da demanda."

 

Macro Segmentação Turística

Entendemos como "Macro Segmentação Turística" a segmentação onde residem os segmentos mais importantes e conhecidos:

  1. Turismo Urbano
  2. Turismo de Natureza (ou na Natureza) 
  3. Turismo de Praia (Sol e Mar) 

Em que são tenues as 'fronteiras' entre segmentos, uma vez que num cidade o turismo urbano e de praia se mesclam, como p. ex. numa cidade à beira mar.
 

Turismo Sustentável  

O Instituto EcoBrasil adota o conceito de Turismo Sustentável, consenso estabelecido no Acordo de Mohonk, em 2000:

"Turismo Sustentável é aquele que busca minimizar impactos negativos ambientais e socioculturais, ao mesmo tempo que promove benefícios econômicos para comunidades locais e destinos."
 

Princípios do Turismo Sustentável

Todo processo de Certificação em Turismo Sustentável deve levar em conta, onde apropriado, os seguintes aspectos e princípios que a empresa turística deverá observar:


Aspectos Gerais (Operacionais)

  • estar comprometida com o manejo ambiental
  • promover a promoção e venda de produtos responsáveis e autênticos que atendam a expectativas realistas
  • promover a retro alimentação de sua clientela
  • saber avaliar eventuais impactos negativos sociais, culturais, ambientais e econômicos, inclusive estabelecendo estratégias para manejo e mitigação
  • seus funcionários deverão estar capacitados, educados, responsáveis e ter conhecimento e consciência sobre manejos ambiental, social e cultural
  • ter mecanismos para monitorar e relatar seu desempenho ambiental.


Aspectos Ambientais

  • controlar a emissão de ruídos e gases
  • estar adequadamente implantada com relação ao ambiente natural
  • evitar danos ao local ao implementar o paisagismo ou a recuperação do ambiente natural relativamente à situação original
  • evitar impactos visuais e luminosos
  • fazer uso sustentável de materiais e insumos - recicláveis e reciclados - produzidos localmente
  • minimizar a produção de dejetos e assegurar sua adequada disposição
  • minimizar os impactos ambientais de sua operação
  • promover a conservação da biodiversidade e a integridade dos ecossistemas
  • promover a redução e o uso sustentável de água
  • promover a redução e o uso sustentável de energia
  • promover o adequado tratamento e disposição de águas residuais
  • promover o manejo adequado da drenagem, solo e águas pluviais


Aspectos Sócio-culturais

  • adquirir, utilizar e manter a posse de terras de forma apropriada
  • possuir mecanismos para assegurar o reconhecimento dos direitos e aspirações de comunidades indígenas e locais
  • possuir medidas para proteger a integridade da estrutura social das comunidades locais
  • promover impactos positivos (benefícios) na estrutura social, cultural e econômica local (a níveis local e nacional)


Aspectos Econômicos

  • estabelecer mecanismos de forma a assegurar que as relações trabalhistas e as práticas industriais sejam justas e estejam em conformidade com a legislação
  • estabelecer mecanismos para minimizar impactos econômicos negativos e maximizar benefícios econômicos para a comunidade
  • fomentar contribuições para a manutenção do desenvolvimento da infra-estrutura comunitária
  • utilizar-se de práticas éticas comerciais
 

 

2002 Ano Internacional do Ecoturismo

Quebec em Números
  • Reuniões Preparatórias: 18 reuniões em 2001-2002, com mais de 3 mil participantes representantes
  • Evento Quebec: cerca de 1000 participantes dos setores público, privado e terceiro setor (songs) de 132 países.


Declaração de Ecoturismo de Quebéc

Quebéc, 22 de maio de 2002.

Documento aprovado em 10 de junho de 2002 pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP) e pela Organização Mundial do Turismo (OMT).

O ano de 2002, foi declarado pelas Organização das Nações Unidas - ONU, por meio do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas - UNEP, com apoio da Organização Mundial do Turismo - OMT (World Tourism Association - WTO) como 2002 Ano Internacional do Ecoturismo.

Entre 19 e 22 de maio de 2002, reuniram-se em Quebec, Canadá, mais de mil representantes dos setores público, organizações não-governamentais e privado de 132 países, formando a Cúpula de Especialistas em Ecoturismo, com apoio da Comissão Canadense de Turismo e do Tourisme Quebéc.

Entre 2001 e 2002, foram realizadas 18 reuniões preparatórias nos cinco continentes, com a participação de cerca de 3 mil representantes de governos (turismo e meio ambiente), organizações não-governamentais (turismo e meio ambiente), operadores turísticos, especialistas e consultores, instituições de ensino e pesquisa e comunidades  tradicionais. No Brasil a reunião aconteceu em Cuiabá, MT, em agosto de 2001.

Em Quebec, consequente às discussões dos diversos grupos de interesse presentes, elaborou-se a Carta de Quebec, documento que estabelece recomendações para a implementação do Ecoturismo no contexto do desenvolvimento sustentável.
 

Panorama do Ecoturismo

O documento, resultante dos painéis e cenários apresentados e discussões, em seu conteúdo reflete o ponto de vista e as orientações dos participantes reconhecem que o ecoturismo incorpora os princípios do turismo sustentável, considerando seus impactos ambiental, econômico e social, assim como:

  • contribui para a conservação dos patrimônios naturais e culturais,
  • em seu planejamento, desenvolvimento e operações, inclui as comunidades tradicionais e contribui para seu bem-estar e melhoria da qualidade de vida,
  • atua de forma adequada para pessoas e pequenos grupos organizados, 
  • interpreta os patrimônios naturais e culturais para seus visitantes; 
  • reconhecem que o turismo tem significantes e complexas implicações ambientais e sócio-econômicas, podendo trazer impactos positivos (benefícios) e negativos (custos) para o meio ambiente e para comunidades;
  • consideram o crescente interesse das pessoas em visitar áreas naturais (conservadas);
  • reconhecem que o ecoturismo tem papel fundamental na aplicação de boas práticas sustentáveis ao setor do turismo;
  • ressaltam que o ecoturismo deve contribuir para que o turismo seja mais sustentável, trazendo benefícios econômicos para comunidades anfitriãs, contribuindo para a conservação das riquezas naturais, para a integridade cultural de comunidades tradicionais e conscientizando visitantes a respeito da importância dos patrimônios natural e cultural;
  • reconhecem a diversidade cultural associada às áreas naturais, especialmente por causa da presença histórica das comunidades locais responsável pela manutenção dos conhecimentos tradicionais, usos e práticas sustentáveis trazidas ao longo dos séculos;
  • reiteram que os fundos mundiais para a conservação e manutenção de áreas ricas culturalmente e em biodiversidade não têm sido adequados;
  • reconhecem que o turismo sustentável pode ser uma importante alternativa econômica para as áreas protegidas;
  • enfatizam que muitas áreas protegidas são habitadas por populações rurais carentes que, em geral carecem de sistemas de saúde, educação, comunicação e de outras infra-estruturas necessárias para o adequado desenvolvimento;
  • afirmam que os segmentos turísticos, especialmente o ecoturismo, constituem  excelentes oportunidades econômicas para as populações locais e, se realizadas de forma sustentável, podem contribuir para a conservação; 
  • reforçam que, quando mal planejada e implementada, a atividade turística em áreas naturais e rurais contribui para o aumento da pobreza, degradação das paisagens, descaracterização das culturas tradicionais, redução da qualidade e da quantidade de água, constituindo uma ameaça para a vida silvestre e biodiversidade; 
  • advertem que o ecoturismo deve reconhecer e respeitar os direitos à terra das comunidades locais e tradicionais, incluindo suas áreas protegidas e sagradas, 
  • afirmam que, para a obtenção de reais benefícios ambientais, sociais e econômicos  e para a prevenção e minimização de impactos negativos, é necessário que o ecoturismo e demais atividades turísticas, tenham mecanismos participativos de planejamento permitindo que as populações locais e tradicionais definam o uso de suas áreas e optem, se necessário, pela não adoção da atividade; 
  • reconhecem a necessidade de se combater preconceitos raciais, sexuais ou outras circunstâncias pessoais entre as pessoas com respeito ao seu envolvimento com o turismo como consumidoras, fornecedoras ou prestadoras de serviços; 
  • atribuem aos visitantes a responsabilidade de promover a sustentabilidade do destino e do meio ambiente em geral por meio da sua escolha de seus passeios e atividades e por meio de boas práticas comportamentais.

 

Recomendações a Governos, Iniciativa Privada e Comunidades

Os participantes elaboraram um conjunto de 49 recomendações para governos, iniciativa privada e comunidades, para a implementação do ecoturismo:

A. Aos Governos (nacionais, regionais e locais)

  1. Formular políticas e estratégias de desenvolvimento nacional, regional e local que sejam compatíveis com os objetivos do desenvolvimento sustentável, conduzidas  por meio de processo participativo de consulta aos envolvidos ou que possam ser afetados pelas atividades ecoturísticas. Quando possível, deve-se ampliar os princípios do ecoturismo às atividades de outros segmento turísticos (como p.ex. turismo de aventura ou rural;
  2. Em conjunto com as comunidades locais, setor privado, ongs e outros grupos de interesse, garantir a proteção ambiental, das culturas locais e especialmente do conhecimento tradicional, dos recursos genéticos, direito à terra e à água;
  3. Garantir o envolvimento e a participação apropriada de cada instituição pública em nível local, regional e nacional, incluindo o estabelecimento de grupos de trabalho interministeriais, quando necessário. Além disso, são necessários orçamentos adequados e legislações apropriadas que permitam a implementação dos objetivos e metas estabelecidos pelas partes interessadas;
  4. Incluir, em níveis nacional, local e regional, em seu plano de ação mecanismos regulatórios e de monitoramento, além de indicadores de sustentabilidade aceitos pelas partes interessadas e estudos de impacto ambiental para prevenir ou minimizar a ocorrência de impactos negativos nas comunidades ou no meio ambiente. Os resultados dos monitoramentos devem estar à disposição do público, já que estas informações permitirão que os turistas escolham operadores que adotam princípios do ecoturismo;
  5. Desenvolver mecanismos de avaliação dos custos ambientais em todos os aspectos do produto de turismo, incluindo o transporte internacional;
  6. Desenvolver a capacidade de implementação de mecanismos de gestão do crescimento, como zoneamento, e de uso participatório do solo tanto em áreas protegidas como em seus entornos e em outras zonas de desenvolvimento do ecoturismo;
  7. Utilizar manuais de utilidade e eficiência consagradas para servir de base para processos de certificação, adoção de selos verdes e outras iniciativas voluntárias promovidas em nome da sustentabilidade do ecoturismo. É necessário encorajar os operadores a se unir a tais iniciativas e promover o seu reconhecimento por parte dos consumidores. Os sistemas de certificação da atividade, no entanto, devem sempre seguir critérios regionais, promover capacitações e fornecer apoio financeiro de forma a se tornar acessíveis também aos pequenos e médios operadores. Uma série de critérios e métodos é necessária para que estes esquemas atinjam seu objetivo;
  8. Garantir o acesso ao desenvolvimento dos recursos técnicos, financeiros e humanos para micro, pequenas e médias operadoras, que são a base do ecoturismo, de forma a lhes garantir o estabelecimento, crescimento e desenvolvimento de uma maneira sustentável;
  9. Definir políticas apropriadas, planos de manejo e programas interpretativos para visitantes. Estabelecer mecanismos de identificação de fundos adequados para a gestão de áreas protegidas com acelerado crescimento de visitantes e proteção de ecossistemas vulneráveis. Estes planos devem incluir normas claras, estratégias de manejo direto e indireto e regras para uso de recursos de forma a garantir o monitoramento dos impactos sociais e ambientais para todos os empreendimentos de ecoturismo na área;
  10. Incluir as micro, pequenas e médias operadoras de ecoturismo, assim como aquelas de base comunitária, na estratégia promocional e programas desenvolvidos pelas empresas nacionais de turismo, tanto no mercado nacional como internacional;
  11. Desenvolver redes regionais para a promoção e marketing de produtos de ecoturismo em nível nacional e internacional;
  12. Criar incentivos para que os operadores de turismo tornem suas atividades mais ambiental, social e culturalmente responsáveis; 
  13. Garantir que alguns princípios ambientais e sanitários básicos sejam definidos e adotados para todos os empreendimentos de ecoturismo, mesmo para aqueles conduzidos em parques nacionais e áreas rurais. Isto deve incluir aspectos como a escolha de locais, planejamento, tratamento de lixo, proteção de córregos e riachos, entre outras coisas. Deve-se garantir ainda que as estratégias de desenvolvimento do ecoturismo sejam conduzidas sob uma forma que preveja investimentos em infra-estrutura sustentável e em capacitação das comunidades para que elas monitorem estes aspectos;
  14. Investir ou dar apoio a instituições que investem em programas de pesquisa em ecoturismo e turismo sustentável. Instituir estudos e pesquisas que levantem dados sobre fauna e flora, com atenção especial para espécies ameaçadas, como parte de um programa de levantamento de impactos para as atividades de ecoturismo;
  15. Apoiar o desenvolvimento de princípios internacionais, manuais e códigos de ética para o turismo sustentável fortalecendo as políticas nacionais e internacionais que utilizam o conceito de desenvolvimento sustentável na atividade;
  16. Considerar como uma opção o remanejamento de áreas públicas de produção intensiva para a atividade do turismo combinada à conservação, quando esta mudança puder trazer benefícios sociais, econômicos e ambientais para as comunidades em questão;
  17. Promover e desenvolver programas educacionais para crianças e adolescentes para aumentar a consciência a respeito da importância da conservação da natureza e do uso sustentável, das culturas locais e tradicionais  e da sua relação com o ecoturismo;
  18. Promover a colaboração entre operadores de turismo, demais prestadores de serviços e ONGs para permitir a educação de turistas e influenciar seu comportamento nos destinos, especialmente em países em desenvolvimento;
  19. Incorporar os princípios de transporte sustentável no planejamento e implementação do turismo e promover locomoções de baixo impacto sempre que possível.

B. Ao Setor Privado

  1. Planejar, desenvolver e conduzir seus empreendimentos minimizando impactos e contribuindo para a conservação de ecossistemas sensíveis, do meio ambiente em geral e levando benefícios às comunidades tradicionais e locais;
  2. Ter em mente que, para ser sustentável, um empreendimento de ecoturismo precisa ser rentável às partes envolvidas, incluindo proprietários, investidores, gerentes e empregados, assim como às comunidades e às organizações de conservação presentes na área onde a atividade é desenvolvida;
  3. Garantir que a utilização de materiais, planejamento e operações incorporem os princípios da sustentabilidade, como conservação da água, energia e materiais;
  4. Adotar formas confiáveis de regulação voluntária, como selos verdes, de forma a demonstrar aos seus potenciais clientes o seu real compromisso com os princípios da sustentabilidade;
  5. Cooperar com organizações governamentais e não-governamentais que trabalham com conservação de áreas protegidas e de biodiversidade assegurando que suas práticas de ecoturismo sejam realizadas de acordo com planos de gestão e outras regulamentos regionais. Desta forma, fica evidente que se preocupam em minimizar quaisquer impactos negativos garantindo a qualidade das experiências de turismo e contribuindo financeiramente para a conservação dos recursos naturais;
  6. Aumentar o uso de materiais, produtos, logística e recursos humanos locais em suas operações de forma a manter a autenticidade da atividade de ecoturismo e ampliar os benefícios financeiros ao destino. Para que isso seja possível, é necessário também que se invista no treinamento e na capacitação da mão-de-obra local;
  7. Trabalhar ativamente com lideranças tradicionais para garantir que suas comunidades e culturas sejam tratadas com respeito e que seu quadro de funcionários e clientes seja bem informado a respeito das áreas tradicionais, de seus costumes e história;
  8. Garantir que a cadeia de produtos e serviços que compõem a operação de ecoturismo seja sustentável e compatível com o nível de sustentabilidade exigido ou esperado pelo consumidor;
  9. Trabalhar ativamente com lideranças tradicionais e com comunidades locais para garantir que elas sejam tratadas com respeito e que os turistas tenham informações a respeito delas;
  10. Promover entre seus clientes, os turistas, uma forma consciente de comportamento dando-lhes a oportunidade de participar de experiências de educação ambiental e de conviver com pessoas de outras culturas. Assim como  contribuições voluntárias às comunidades locais e às atividades de conservação realizadas na região devem ser encorajadas;
  11. Gerar um nível de consciência entre funcionários por meio de aulas de educação ambiental e dar suporte ao trabalho que eles e suas famílias realizam em nome da conservação, de desenvolvimento econômico da comunidade e na redução da pobreza;
  12. Diversificar suas ofertas desenvolvendo um portfolio de atividades turísticas e estendendo suas visitas a locais diversos de forma a disseminar o potencial de ecoturismo destas regiões e evitar que um determinado local seja super-explorado e sua sustentabilidade colocada em perigo. Para tanto, as operadoras devem respeitar e contribuir para o estabelecimento de limites de visitas de cada local;
  13. Criar e desenvolver mecanismos de arrecadação de recursos para a manutenção de associações e cooperativas que podem fornecer treinamento e divulgação e desenvolver produtos e pesquisas;
  14. Formular e implementar políticas para sustentabilidade com uma visão para aplicá-las em cada parte da operação do turismo.


C. Às Organizações Não-governamentais, Associações de Base Comunitária e Instituições de Ensino e Pesquisa

  1. Fornecer apoio técnico, financeiro, educacional, capacitação e demais suportes aos destinos de ecoturismo, às suas organizações comunitárias, pequenos negócios e autoridades locais de forma a garantir a aplicação de políticas apropriadas, o desenvolvimento de planos de gestão e os mecanismos de monitoramento compatíveis com a sustentabilidade;
  2. Monitorar e conduzir estudos do impacto das atividades de ecoturismo nos ecossistemas, na biodiversidade e nas culturas tradicionais locais;
  3. Cooperar com as organizações públicas e privadas garantindo que os dados e informações gerados com os estudos sejam utilizados na tomada de decisões durante o processo de desenvolvimento e gestão do ecoturismo;
  4. Cooperar com as instituições de pesquisa de forma a se encontrar as soluções mais práticas e adequadas para as questões relacionadas ao desenvolvimento do ecoturismo.


D. Às Instituições Internacionais de Financiamento e Agências de Assistência ao Desenvolvimento

  1. Planejar e acompanhar a implementação de políticas nacionais e locais de desenvolvimento do ecoturismo e a avaliação de sua relação com a conservação, desenvolvimento socioeconômico, direitos humanos, redução da pobreza e outras questões ligadas ao desenvolvimento sustentável, além de intensificar a transferência destes conhecimentos para outros países.
  2. Promover capacitações em organizações locais, regionais e nacionais para a formulação e aplicação de políticas e planos de ecoturismo baseados em padrões internacionais consagrados;
  3. Desenvolver padrões mundiais e mecanismos para sistemas de certificação do ecoturismo que considerem empreendimentos de pequeno e médio portes e a eles facilite o seu acesso;
  4. Incorporar o diálogo entre as diversas partes interessadas nas políticas, manuais e projetos em níveis global, regional e nacional para a troca de experiências entre os países e setores envolvidos no ecoturismo;
  5. Fortalecer seus esforços em identificar os fatores que determinam o sucesso e fracasso das atividades de ecoturismo ao redor do mundo de forma a transferir estas experiências e melhores práticas para outras nações por meio de publicações, missões de campo, seminários e projetos de assistência técnica. O Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP) e a Organização Mundial do Turismo (WTO) devem continuar este diálogo promovendo, por exemplo, avaliações periódicas do ecoturismo em encontros internacionais e regionais;
  6. Adaptar, sempre que necessário, suas formas de financiamento e empréstimo às micro, pequenas e médias operadoras de ecoturismo, que são a base da atividade, de forma a garantir sua sustentabilidade econômica a longo prazo;
  7. Desenvolver a capacidade dos recursos humanos internos para lidar com o turismo sustentável e com o ecoturismo como uma atividade de desenvolvimento em si só e garantir que o conhecimento interno, a pesquisa e a documentação permitam que o ecoturismo seja visto como uma ferramenta de desenvolvimento sustentável;
  8. Desenvolver mecanismos financeiros para o treinamento e capacitação das comunidades tradicionais e locais, permitindo que elas participem do desenvolvimento do ecoturismo.


E. Às Comunidades Locais e Tradicionais

Além das referências à comunidades locais e tradicionais feitas nos parágrafos anteriores desta Declaração, os participantes fizeram estas recomendações a estes grupos:

  1. Como parte de uma visão de desenvolvimento para a comunidade, definir e implementar estratégias para um aumento de benefícios para a localidade, incluindo o acesso à informação, o desenvolvimento humano, físico, financeiro e social, que venham com o crescimento da prática do ecoturismo;
  2. Fortalecer, estimular e encorajar a habilidade da comunidade em manter e utilizar conhecimentos tradicionais que sejam relevantes para a atividade do ecoturismo, como o artesanato, a agricultura, o folclore, a culinária e demais atividades que utilizam os recursos locais de forma sustentável.


F. À Conferência de Desenvolvimento Sustentável Rio+10 (Johanesburg 2004)

  1. Reconhecer a necessidade de se aplicar os princípios de desenvolvimento sustentável ao turismo e o importante papel do ecoturismo na geração de benefícios econômicos, sociais e ambientais;
  2. Integrar o turismo, incluindo o ecoturismo, nos resultados do evento.